Quando uma lei transforma um comportamento em crime grave mas o Estado não tem capacidade ou vontade de a aplicar, cria-se um mercado. No Uganda, esse mercado é servido por informadores, polícias corruptos e criminosos com conta numa aplicação de encontros. A orientação sexual de outra pessoa passou a ter preço de mercado — calibrado em função da capacidade de pagamento da vítima. Isto não é uma disfunção da lei ugandesa. É o seu produto principal.