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Humanas

Robert D. Kaplan: a Taiwan war could unravel the world

Robert D. Kaplan tells Arcana News that a Taiwan war could unravel the world like World War I. In five concise answers, he discusses geography, Southeast Asia, US strategy and imperial decline.

Conhecimento tácito, trabalho manual e a memória de um ofício

A construção naval americana precisa de incorporar novos trabalhadores em grande escala. O problema não é apenas contratar: os ofícios qualificados e que exigem anos de prática e conhecimento tácito transmitido entre gerações.

O Estado que atua sem um rosto

Uma democracia distingue-se pelos rituais que rodeiam o uso da força — identificação, mandato, cadeia de comando visível, escrutínio. Quando esses rituais se desfazem, e o Estado passa a atuar com o rosto coberto, a legitimidade deixa de assentar num procedimento e passa a depender apenas da fé do público. Um ensaio sobre o que acontece quando o erro deixa de ter um autor.

EUA | Sem teste religioso: a cláusula que a Constituição escreveu contra treze colónias diferentes

A Nova Inglaterra calvinista, a Virgínia anglicana, a Maryland católica, a Pensilvânia quaker: as treze colónias nasceram de tradições religiosas rivais entre si. É essa diversidade, gerida também em plena guerra da independência, que explica a cláusula constitucional que proíbe qualquer teste religioso para cargos públicos.

Violência Doméstica em Portugal: O Financiamento que Chega Tarde

Portugal tem um financiamento formal para apoio a vítimas de violência doméstica. O problema está no intervalo entre a aprovação e a transferência — tempo suficiente para inviabilizar as associações que não podem suspender a atividade.

O último farejador de notícias

Num tempo dominado por plataformas, métricas e velocidade, uma frase de Lachlan Cartwright recorda o núcleo menos visível do jornalismo: as fontes.

Magnifica Humanitas: Leão XIV lê a IA como poder

A encíclica Magnifica Humanitas, de Leão XIV, desloca a inteligência artificial do campo da inovação para o terreno do poder. A questão já não é apenas o que a máquina consegue fazer, mas quem controla os sistemas, quem responde pelas suas decisões e que lugar resta à dignidade humana quando trabalho, verdade, liberdade, guerra e democracia passam a ser mediados por infraestruturas privadas e opacas.

Quando inocentes acreditam numa palavra presidencial

Quando inocentes acreditam numa palavra presidencial, a frase deixa de ser apenas linguagem política. Na crise iraniana, sinais vindos de Trump podiam alterar decisões de civis, opositores e aliados antes de serem desmentidos pelos factos. O perigo está na distância entre a proclamação e a vida de quem acreditou nela.

Por que o tapentadol chega à África Ocidental sem aprovação?

O CDSCO emitiu autorizações para 51 empresas — nenhuma para a África Ocidental. Os registos mostram mais de 60 fornecedores a exportar exatamente para aí, entre 2023 e 2025, em 130 milhões de dólares. Um sistema que termina a sua responsabilidade no porto de saída não precisa de ser capturado para ser útil ao tráfico. Precisa apenas de ter espaços de invisibilidade suficientemente amplos.

Escrita e poder: cinco mil anos de monopólios contestados

Em 1559, a Igreja publicou uma lista de livros proibidos. Não era um acto de obscurantismo isolado: era o reconhecimento de que a prensa de Gutenberg tinha redistribuído o controlo sobre o conhecimento escrito de forma que nenhuma instituição conseguia reverter. A história da escrita não é uma progressão de liberdade. É uma sequência de monopólios — cada um deles contestado pela ferramenta seguinte.

Leitura Essencial

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