Lisa See regressa a Los Angeles de 1871 para reconstruir o massacre da comunidade chinesa através de Dove, Moon e Petal. Daughters of the Sun and Moon combina investigação histórica e três vozes narrativas, embora a documentação pese, por vezes, sobre a ficção.
Olivia Wilde fecha dois casais num apartamento e transforma uma proposta sexual numa prova ao casamento. The Invite observa bem o embaraço, mas recua diante das consequências mais incómodas.
Miguel Monjardino escreve dos Açores, durante a pandemia, com a disciplina de quem sabe que o momento vai passar antes de o podermos nomear. Em A Grande Ruptura, regista a crise da ordem internacional sem alarme e sem ilusões.
Em The Prime of Miss Jean Brodie, Muriel Spark escreve uma das mais precisas anatomias literárias da sedução pedagógica: uma professora carismática, seis alunas e a linha perigosa entre inspiração e domínio.
Em Wigs on the Green, Nancy Mitford desmonta o fascismo britânico através da sátira: aristocratas desocupados, juventudes exaltadas, slogans patrióticos e a vaidade grotesca de quem confunde barulho com grandeza.
James McAuley recupera Edmond de Rothschild das margens da história sionista: o financiador das colónias judaicas na Palestina que desconfiava do sionismo político.
The Architecture of Fear, edição britânica de Um Piano para Cavalos Altos, ergue uma cidade disciplinar onde o medo organiza o espaço, a linguagem e a obediência. Sandro William Junqueira assina uma distopia de forte densidade simbólica, relevante para quem lê a política através da literatura.