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Arte

O Que Njideka Akunyili Crosby Não Pintou

Njideka Akunyili Crosby cruza memórias da Nigéria e dos Estados Unidos. O artigo recupera a camada portuguesa iniciada em Ughoton, no século XV.

Tapeçaria de Bayeux deixa França e foi para o British Museum

O bordado de 70 metros que narra a conquista de 1066 vai ficar dez meses em Londres, deitado numa caixa feita à medida. Entre uma petição com 70 mil assinaturas, um limite de vibração de 2 mm/s e um suporte que se fecha em cubo, o empréstimo expõe a tensão entre conservação e diplomacia pós-Brexit.

Michel Bassompierre: Bragança recebe a exposição póstuma “A Magia da Criação”

Michel Bassompierre morreu em Abril, aos 78 anos. A exposição que agora ocupa Bragança — mais de uma centena de peças entre o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e vários espaços públicos da cidade — tinha sido preparada ainda com o escultor em vida, e transformou-se, segundo o filho, na primeira de uma longa série de homenagens.

Claude Bessy e a escola que confundiu rigor com destino

Claude Bessy marcou a dança francesa como bailarina, étoile e diretora da escola da Ópera de Paris. A sua herança, contudo, permanece dividida entre excelência artística, disciplina extrema e acusações sobre métodos pedagógicos aplicados a crianças.

A arte como memória do que desaparece

Do carrilhão de Mafra a Hollywood, de Marilyn Monroe à Bienal de Veneza: a arte como arquivo do que a sociedade ainda não consegue dizer noutros lugares. Um mapa de leitura do cluster Arte/Cultura do Arcana News.

O vestido que já não era vestido | Marilyn Monroe

O vestido usado por Marilyn Monroe em 1962 deixou de ser apenas uma peça de roupa. Ao reaparecer no Met Gala de 2022, tornou-se debate sobre arquivo, moda, celebridade e memória visual.

Marilyn Monroe – a mulher que sabia olhar

Marilyn Monroe foi uma das figuras mais reproduzidas do século XX. Antes de ser ícone, aprendeu a trabalhar diante da câmara com uma inteligência visual rara. A fotografia não a descobriu simplesmente: encontrou nela alguém que sabia como ficar na imagem.

Bienal de Veneza 2026: arte e política

A Bienal de Veneza 2026 abriu marcada por protestos, demissão do júri e tensão entre pavilhões nacionais. A exposição pensada por Koyo Kouoh como um exercício de escuta em tons menores acabou atravessada por guerras, acusações e disputas sobre legitimidade cultural. A obra continua lá, mas já não chega desacompanhada.

Christian Petzold e a arte de sobreviver

Christian Petzold divide os seus filmes em duas categorias: os que são uma casa e os que são um barco. Uma casa é o que se constrói para durar. Um barco é o que se constrói para atravessar. A distinção parece técnica — é uma questão filosófica. A mesma que atravessa toda a sua obra: o que se constrói quando o que havia já não está? E como se distingue reparar de substituir, quando o luto confunde os dois gestos?

A sala que o quadro exige | Louvre

O Louvre quer criar uma sala exclusiva para a Mona Lisa e reorganizar o acesso ao museu, com uma nova entrada e um circuito que liga a obra a uma loja dedicada. A promessa é simples: mais tempo, menos confusão. Mas o projeto revela uma realidade maior: quando uma obra se torna infra-estrutura, o museu transforma-se em sistema de circulação, controlo e receita. E a “Nova Renascença” passa a ser também uma disputa de soberania simbólica.

Leitura Essencial

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