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Revista

Tapentadol: 320 milhões de comprimidos da Índia para África

O tapentadol não estava aprovado em nenhum país de destino. A Gana nunca emitiu uma única autorização de importação. Entre 2023 e 2025, mais de 320 milhões de comprimidos saíram da Índia para a África Ocidental. Cada vez que um opióide é controlado, o ciclo recomeça com um composto mais potente e menos vigiado.

Tóquio, em Mandarim

Weiquan significa "defender direitos". Em dicionários japoneses aparece em katakana com uma definição correcta e inteiramente alheia ao que a palavra pesa — os escritórios invadidos, as licenças revogadas, a contracção de quem a ouve num sítio errado. A tradução fez o que as traduções fazem: transferiu o conteúdo semântico e deixou na fronteira o peso contextual que não tem equivalente. O que ficou intraduzível não era excesso. Era o núcleo.

A água e a noite

Na noite antes da Páscoa, em igrejas por toda a América, adultos que nunca foram baptizados vão dobrar os joelhos sobre pedra fria e receber água sobre a cabeça. Receberão depois uma vela acesa. A cerimónia é a mesma há dezasseis séculos. Este ano, o número de pessoas que a pede é o mais alto em décadas. A Igreja não sabe bem explicar porquê. A resposta está provavelmente fora da Igreja.

Guerra EUA–Irão: força militar máxima, coerência mínima

Os Estados Unidos continuam a intensificar ataques enquanto afirmam estar próximos do fim da guerra, mas não conseguem controlar o seu ponto crítico: o Estreito de Ormuz. O Irão não precisa de vencer militarmente — basta-lhe manter a perturbação suficiente para impedir a normalidade. Essa tensão entre força e desfecho transforma o conflito numa guerra aberta, sem solução clara à vista.

O HOMEM QUE REVIU O DIAGNÓSTICO – Marquês de Lafayette

Em agosto de 1792, Lafayette atravessou a fronteira austríaca à espera de asilo. Os austríacos prenderam-no. Ficou cinco anos em Magdeburgo. A questão não é que tipo de homem resiste a isso — é o que ele viu, naquele momento específico, que os outros não viram. E por que razão conseguiu vê-lo.

Quando Hollywood Perdeu o Controlo

Um filme recusado pelos distribuidores chegou a quatro mil salas porque uma comunidade online decidiu mobilizar-se. O caso Iron Lung revela como a autoridade cultural da indústria cinematográfica começa a deslocar-se para fora de Hollywood.

Taiwan é o teste decisivo de Washington

A decisão americana sobre o fornecimento de armas a Taiwan não é apenas militar. É temporal. Num contexto de rivalidade estrutural com a China, cada gesto redefine o ritmo da escalada. A verdadeira disputa não está no conteúdo dos pacotes defensivos, mas na capacidade de Washington demonstrar que controla o calendário da tensão — e que não reage ao que Pequim impõe. Taiwan tornou-se unidade de medida do equilíbrio estratégico.

Pam Bondi recusa desculpas a vítimas e exige-as a Trump

Numa audição de quatro horas na House Judiciary Committee, a procuradora-geral Pam Bondi recusou pedir desculpa às sobreviventes de Jeffrey Epstein presentes na sala e exigiu que os democratas pedissem desculpa ao Presidente Donald Trump. O debate centrou-se na divulgação de documentos do caso Epstein, falhas de redação que expuseram identidades de vítimas e em pedidos do comité para apurar critérios e responsabilidades. O confronto incluiu críticas de democratas e pressão de um republicano sobre quem falhou na proteção das vítimas.

Sudão: guerra de drones, ouro e fronteiras cinzentas

A guerra no Sudão está a mudar de forma: drones de longo alcance, cadeias logísticas visadas e um conflito cada vez mais dependente de patrocínios externos. Foi descrita a existência de uma base discreta num país vizinho, integrada num projeto civil, usada para apoiar operações. A tecnologia reduz o custo político da intervenção e aumenta a dificuldade de atribuição, enquanto o ouro alimenta caixas de guerra e prolonga o colapso.

Quando Westminster deixa de mandar

Há anos em que a política muda de protagonistas. E há anos em que muda de lugar. Em 2026, o Reino Unido viu cair referências antigas — do domínio bipartidário à autoridade da maioria — e assistiu ao recuo do Parlamento como centro reconhecido. Fragmentação, ruído digital e desconfiança criam um risco novo: governos legítimos no papel, contestados na rua.

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