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CATEGORIA

Esfera Pública

O que cortaram no contraterrorismo dos EUA antes do Irão?

O FBI removeu 300 agentes de contraterrorismo. A Divisão de Segurança Nacional perdeu 40% dos procuradores. O cargo de diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo está vago. Foi neste contexto que os EUA entraram em conflito com o Irão — um Estado com serviços de informações e historial de operações contra alvos americanos no exterior.

Dalai Lama e a sucessão que Pequim quer controlar

Em 2007, a China aprovou legislação que subordina ao Estado todas as reencarnações de líderes budistas em território chinês. Um partido que nega vidas anteriores exige o monopólio sobre a sua autenticação. A eficácia da resposta tibetana depende de uma variável que nenhuma declaração institucional controla: se os governos que hoje rejeitam interferência estatal sustentarão essa posição quando confrontados com o candidato concreto e os custos de uma rutura com Pequim.

Violência doméstica em Portugal 2025: dossiê RASI, GREVIO e o sistema judicial

Em 2025, Portugal arquivou 61,5% dos inquéritos por violência doméstica. Os homicídios subiram para 27 vítimas. O RASI e o relatório do GREVIO foram publicados no mesmo mês e não dialogam entre si. Este dossiê organiza os dados, os documentos e o que o Estado ainda não respondeu.

Maus-tratos a idosos: o que os médicos de família não vêem

Em Portugal, 94% dos médicos reconhecem ter responsabilidade de detectar maus-tratos a pessoas idosas. Dois terços não suspeitaram de nenhum caso no ano anterior ao estudo. Apenas 36,5% sabiam como reportar uma suspeita. O estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto não encontrou negligência. Encontrou um sistema que não preparou os seus profissionais para ler violência quando ela não tem nome clínico.

O Papa no Interior do Império

A diplomacia vaticana assenta numa premissa raramente enunciada: o Papa não tem pátria. Robert Prevost desfez essa premissa de forma estruturalmente nova. O Arcana News analisa o que muda — e o que está verdadeiramente em jogo — quando o chefe da Igreja partilha o passaporte do país que conduz operações militares em três continentes.

O Lápis Azul

Entre a redação e a impressão havia um passo que não era segredo: o censor riscava a lápis azul. Os leitores sabiam. Liam na mesma. Este é o mecanismo mais difícil de nomear — um conhecimento que existe na consciência mas não atravessa para o lado onde o comportamento seria alterado. O Estado Novo tinha o seu lápis azul. Berlim também. A questão não é porque aconteceu. É porque continua a ser possível.

O PARTIDO QUE NÃO CONSEGUE ESPERAR

Angela Rayner chamou aos planos de imigração do governo "un-British" e "breach of trust" na mesma semana em que uma carta com mais de cem assinaturas de deputados Labour chegou à ministra do Interior. As negações dos seus aliados foram precisas demais para serem apenas negações. O que está em disputa não é a política de imigração — é a autoridade de Starmer e o momento certo para a questionar abertamente.

O Silêncio que o Estado Não Ouve

No Palácio Nacional de Mafra, o maior conjunto sineiro do mundo ficou em silêncio quase vinte anos. O restauro chegou em 2020 e ficou pela metade — a torre norte ainda não toca. Uma análise sobre a relação portuguesa com a manutenção, os ofícios que desaparecem e o bronze que espera.

O Preço de Ser Exposto

Este ensaio propõe uma leitura estrutural da repressão à imprensa: os governos não gerem apenas informação, gerem o custo de serem expostos. Quando esse custo desce, a supressão da verdade torna-se politicamente racional.

Dois Príncipes, Dois Caminhos

Durante anos, Riade e Abu Dhabi pareciam representar um mesmo projeto regional. Hoje, diferenças estratégicas, ambições económicas e novas dinâmicas de poder transformam essa parceria numa competição silenciosa pelo futuro do Golfo.

Leitura Essencial

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