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Alberto Carvalho

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Alberto Carvalho é cronista e editor convidado do Arcana News, onde escreve sobre política, cultura e vida pública. É autor de mais de setenta artigos, combinando rigor crítico e clareza jornalística, com uma atenção permanente ao impacto social das decisões coletivas.

O que cortaram no contraterrorismo dos EUA antes do Irão?

O FBI removeu 300 agentes de contraterrorismo. A Divisão de Segurança Nacional perdeu 40% dos procuradores. O cargo de diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo está vago. Foi neste contexto que os EUA entraram em conflito com o Irão — um Estado com serviços de informações e historial de operações contra alvos americanos no exterior.

Dalai Lama e a sucessão que Pequim quer controlar

Em 2007, a China aprovou legislação que subordina ao Estado todas as reencarnações de líderes budistas em território chinês. Um partido que nega vidas anteriores exige o monopólio sobre a sua autenticação. A eficácia da resposta tibetana depende de uma variável que nenhuma declaração institucional controla: se os governos que hoje rejeitam interferência estatal sustentarão essa posição quando confrontados com o candidato concreto e os custos de uma rutura com Pequim.

Defesa Europeia – NATO e União Europeia sobre o mesmo terreno

NATO e União Europeia intervêm hoje sobre os mesmos dossiês de defesa. O que era descrito como divisão de funções tornou-se zona de sobreposição com fricção real. Quem enquadra as decisões passa a determinar quem produz e com que dependências.

Como é que a Rússia constrói drones autónomos baratos?

A autonomia de combate russa não nasceu apenas em laboratórios militares. Cresce com drones baratos, engenheiros civis e escolas privadas de treino. A guerra tornou a improvisação num método de escala.

O controlo americano de chips falhou — e a China avançou

Os controlos de exportação de chips não travaram a IA chinesa. Forçaram adaptação, eficiência e implantação industrial. O problema já não é o acesso: é a vantagem americana.

Violência doméstica em Portugal: quando o sistema funciona e as vítimas morrem

Em 2025, Portugal arquivou 61% dos inquéritos por violência doméstica. Os homicídios subiram para 27 vítimas. O RASI e o relatório do GREVIO foram publicados no mesmo mês — e não dialogam. Lidos em conjunto, mostram um sistema que funciona dentro das suas próprias regras. A pergunta sobre o que isso produz é política, e é a única que nenhum dos dois documentos responde.

Violência doméstica em Portugal 2025: participações, homicídios e inquéritos arquivados

Em 2025, o Estado português processou 29.644 participações por violência doméstica. Arquivou 61% dos inquéritos. Os homicídios em contexto de violência doméstica subiram para 27 vítimas. A "ligeira diminuição" que o relatório assinala e o que essa diminuição efetivamente mede são duas coisas distintas.

The Architecture of Fear e a política do medo

The Architecture of Fear, edição britânica de Um Piano para Cavalos Altos, ergue uma cidade disciplinar onde o medo organiza o espaço, a linguagem e a obediência. Sandro William Junqueira assina uma distopia de forte densidade simbólica, relevante para quem lê a política através da literatura.

Trump, China e Irão na guerra dos estrangulamentos

O poder raramente se perde por falta de grandeza. Perde-se por excesso de confiança nas passagens estreitas. A escala não dissolve a fragilidade — apenas a distribui por um corpo maior.

Por que razão os meios de comunicação perdem sempre a confiança do público

A credibilidade mediática não se conquista — transfere-se por diferença. Cada vaga de novos meios define a sua autenticidade em oposição àquilo em que o público já não confia. Quanto mais essa vaga tem sucesso, menos alternativa se torna — e portanto menos autêntica parece. O sucesso é o mecanismo da própria erosão. Portugal, com três ruturas mediáticas em cinquenta anos, é o laboratório onde este ciclo se vê com precisão invulgar. E o próximo contrato já está a ser escrito.

História

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