Em 1559, a Igreja publicou uma lista de livros proibidos. Não era um acto de obscurantismo isolado: era o reconhecimento de que a prensa de Gutenberg tinha redistribuído o controlo sobre o conhecimento escrito de forma que nenhuma instituição conseguia reverter. A história da escrita não é uma progressão de liberdade. É uma sequência de monopólios — cada um deles contestado pela ferramenta seguinte.
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Sob o HolofoteAtualidade
Escrita e poder: cinco mil anos de monopólios contestados
Em 1559, a Igreja publicou uma lista de livros proibidos. Não era um acto de obscurantismo isolado: era o reconhecimento de que a prensa de Gutenberg tinha redistribuído o controlo sobre o conhecimento escrito de forma que nenhuma instituição conseguia reverter. A história da escrita não é uma progressão de liberdade. É uma sequência de monopólios — cada um deles contestado pela ferramenta seguinte.
Violência doméstica em Portugal 2025: dossiê RASI, GREVIO e o sistema judicial
Em 2025, Portugal arquivou 61,5% dos inquéritos por violência doméstica. Os homicídios subiram para 27 vítimas. O RASI e o relatório do GREVIO foram publicados no mesmo mês e não dialogam entre si. Este dossiê organiza os dados, os documentos e o que o Estado ainda não respondeu.
Violência doméstica em Portugal: quando o sistema funciona e as vítimas morrem
Em 2025, Portugal arquivou 61% dos inquéritos por violência doméstica. Os homicídios subiram para 27 vítimas. O RASI e o relatório do GREVIO foram publicados no mesmo mês — e não dialogam. Lidos em conjunto, mostram um sistema que funciona dentro das suas próprias regras. A pergunta sobre o que isso produz é política, e é a única que nenhum dos dois documentos responde.
Violência doméstica em Portugal 2025: participações, homicídios e inquéritos arquivados
Em 2025, o Estado português processou 29.644 participações por violência doméstica. Arquivou 61% dos inquéritos. Os homicídios em contexto de violência doméstica subiram para 27 vítimas. A "ligeira diminuição" que o relatório assinala e o que essa diminuição efetivamente mede são duas coisas distintas.
Maus-tratos a idosos: o que os médicos de família não vêem
Em Portugal, 94% dos médicos reconhecem ter responsabilidade de detectar maus-tratos a pessoas idosas. Dois terços não suspeitaram de nenhum caso no ano anterior ao estudo. Apenas 36,5% sabiam como reportar uma suspeita. O estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto não encontrou negligência. Encontrou um sistema que não preparou os seus profissionais para ler violência quando ela não tem nome clínico.
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Escrita e poder: cinco mil anos de monopólios contestados
Em 1559, a Igreja publicou uma lista de livros proibidos. Não era um acto de obscurantismo isolado: era o reconhecimento de que a prensa de Gutenberg tinha redistribuído o controlo sobre o conhecimento escrito de forma que nenhuma instituição conseguia reverter. A história da escrita não é uma progressão de liberdade. É uma sequência de monopólios — cada um deles contestado pela ferramenta seguinte.
Noruega e a guerra invisível da comunicação militar
No espaço de poucos anos, o Ártico e o Atlântico Norte passaram de periferia geopolítica a uma das zonas mais sensíveis da segurança euro-atlântica. A nomeação do brigadeiro Christian Øverli como chefe de comunicações das Forças Armadas norueguesas revela uma transformação silenciosa: a guerra contemporânea já não se trava apenas com navios, aviões ou brigadas. Trava-se também no domínio da perceção pública, da narrativa estratégica e da gestão da informação num espaço cada vez mais militarizado.
Irão: O Vácuo que Ninguém Sabe Preencher
Khamenei morreu. A cadeia de comando militar foi destruída. O IRGC continua a disparar. E ninguém tem autoridade para parar o que foi posto em movimento. Uma análise dos mecanismos de poder que a cobertura noticiosa não está a explicar.
O Sistema sem Árbitro
Khamenei não governava por decreto. Governava por arbitragem — a capacidade de resolver, em privado e com autoridade final, os conflitos que nenhuma constituição resolve. Essa função não está inscrita em nenhum artigo. Não é transferível por nomeação. E não tem substituto à vista.




