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Humanas

Contra-terrorismo na Europa: por que falhou desde 1985?

Menos ataques não significa menos risco: a radicalização juvenil online expõe limites políticos de coordenação, força e conhecimento no contra-terrorismo europeu.

Reconhecimento Biométrico – Vigilância e Poder

A biometria entrou na vida comum como conforto: desbloquear, pagar, atravessar um torniquete. Mas o mesmo ato — transformar um corpo em padrão — serve também o Estado e o mercado quando a pressão é segurança, disciplina ou controlo. Entre falsos positivos, dados e cruzamento de identidades digitais, a conveniência muda de estatuto: deixa de ser opção e torna-se infra-estrutura. E infra-estruturas raramente pedem consentimento.

Venezuela e a ilusão da decapitação

A extração de Maduro muda o rosto, não o Estado. Em colapsos prolongados, remover o topo não produz transição: abre concorrência por força e rendimentos. Com a economia esmagada, a indústria petrolífera degradada e redes armadas a lucrar com a fragmentação, o cenário mais provável é colapso estabilizado — e a região paga o custo.

Ser levado a passear: o controlo invisível na China

Durante grandes eventos políticos e diplomáticos, o Estado chinês evita prisões públicas e confrontos diretos. Em vez disso, afasta fisicamente os críticos e ativistas através de deslocações temporárias, totalmente supervisionadas. Conhecida como bei lüyou (“ser levado a passear”), esta prática ilustra um modelo de controlo que privilegia a previsibilidade, a gestão do risco e a neutralização silenciosa da dissidência, tanto no espaço físico como no digital.

China e Europa: duas formas de decidir

Em 2023, Bruxelas respondeu à corrida da IA com legislação; Pequim respondeu com eletricidade, centros de dados e ordens de execução. A partir desse contraste, este texto segue a pista que mais custa admitir: não é uma guerra de valores — é uma disputa de tempo, energia e escala.

Bandeira, cavalo e medo: a máquina da disciplina – Templários

Há sistemas que falam da guerra como glória. Aqui, a guerra aparece como governança: autorização para galopar, treinar, reparar, emprestar; inspeções após Matinas e Completas; armas essenciais que não podem ser alienadas; gestão rígida da bandeira para evitar pânico; e penas que atingem o hábito quando a negligência, o prazer ou o impulso criam dano. O risco é tratado como coisa administrável — ou como falha interna.

Canadá: Carney e a estratégia das potências intermédias

O aplauso em Davos soou menos a entusiasmo do que a reconhecimento: a força voltou a falar sem máscara. Mark Carney apresenta o Canadá como potência intermédia e propõe “gestão de risco”: coordenação entre países do meio, redundância económica e disciplina interna para resistir à coerção e à exploração de fissuras domésticas.

O Papa e a palavra que divide a América: “pró-vida”

Leo (em Latim) XIV não mudou a doutrina. Mudou o foco: quando “pró-vida” ignora a imigração e a pena de morte, deixa de ser certeza e vira conflito.

Grok, X e o limite que não pode falhar

A polémica do Grok não é apenas sobre IA: é sobre desenho de produto, incentivos e capacidade real de proteger menores quando o abuso se torna rápido, barato e replicável.

Quando a diplomacia fala alto, a política endurece

A diplomacia passou do bastidor para o ecrã: confronto público e ganhos internos. China, Rússia e Turquia ilustram a nova gramática do poder.

Leitura Essencial

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