ANÁLISE · Mundo · EUA · Estado de Direito.
Há um detalhe que muda tudo: o rosto.
Não o rosto como emoção — o rosto como responsabilidade. Quando a força pública americana (ICE) atua sem identificação visível e sem cadeia de comando perceptível, a pergunta deixa de ser ideológica. Passa a ser prática: quem responde por isto?
A morte de Alex Pretti, no Minnesota, tornou esse vazio impossível de ignorar. E tornou-o mais perigoso por duas razões: porque há vídeos e porque houve explicações públicas antes de existir qualquer sensação de apuramento sério. Numa democracia, isso é gasolina.
A América não está apenas a discutir uma tragédia. Está a discutir o que acontece quando a autoridade deixa de se apresentar como procedimento e começa a apresentar-se como presença.
A operação que não quer ser vista como polícia
Quem defende as operações federais ligadas à imigração dirá, com razão, que o trabalho é duro. O problema não é reconhecer a dificuldade. O problema é o método descrito nas últimas semanas: agentes mascarados, tácticas percepcionadas como intimidação, atuação “com impunidade”, tensão aberta com autoridades locais e estaduais.
Quando o Estado aparece assim, aparece como quê?

Não como serviço público.
Não como continuação da lei.
Aparece como força autónoma.
E esse é o ponto em que uma democracia começa a perder o tempo que é muito precioso: em vez de se discutirem resultados, discute-se legitimidade. Em vez de se discutir segurança, discute-se medo.
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