Ao final da tarde, numa Rochester fria e encharcada pela chuva de novembro de 1906, uma mulher percorreu as ruas com um propósito que só ela conhecia. Era alta, de traços vincados, envolta num casaco castanho e com um pequeno fascinator (um chapéu estreito, típico da época) negro pousado na cabeça.
O que trazia nas mãos não eram compras nem recados domésticos, mas uma pilha de notas falsas de dois dólares — toscas, mal impressas, facilmente desconfiáveis. Ainda assim, Selma Winter decidiu arriscar.
A Mulher que Passava Notas: A História Oculta de Selma Winter e o Mundo Perdido dos Falsificadores.
Nos primeiros minutos, a sorte parecia protegê-la. Conseguiu trocar uma nota por uma simples caixa de bolachas, depois por roupa infantil.
Mas, a cada transação, o círculo apertava.
Os lojistas não a reconheciam — e isso, num bairro onde todas as caras eram conhecidas, era tão útil quanto perigoso. Quando, por fim, um talho percebeu que a nota não era verdadeira, Selma afastou-se depressa, sem dinheiro e sem carne. Noutra loja, o empregado correu à rua à procura de um polícia, deixando-a tempo suficiente para desaparecer.
A pequena criminosa desconhecida tornou-se, em poucos dias, tema de conversa na cidade.
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