A Rússia não tem soldados suficientes para combater na Ucrânia sem ajuda externa. A ajuda que procura não é a de aliados: é a de cidadãos africanos recrutados por engano, transportados com vistos falsos e enviados para a linha de frente sem possibilidade de saída. O modelo é antigo. A escala é nova.
Os raptos em massa de crianças na Nigéria voltaram às manchetes após a abdução de centenas de alunos e as ameaças de Donald Trump de intervir militarmente. Mas a violência é antiga, atinge cristãos e muçulmanos e alimenta um negócio lucrativo de sequestros.
A região de Kaduna volta a ser palco de ataques e raptos em massa. Comunidades inteiras vivem entre medo, pobreza extrema e ausência de proteção estatal. Especialistas alertam: a violência no norte da Nigéria deixou de distinguir religião ou origem — qualquer pessoa pode ser vítima.