A divulgação de uma nova série de documentos ligados ao caso Epstein voltou a agitar Washington. Entre os milhares de mensagens agora conhecidas, o nome do Presidente Donald Trump surge referenciado com insistência — mas, paradoxalmente, a resposta da Casa Branca concentrou-se apenas em figuras do Partido Democrata.
Pressão política, mudança na Justiça e o impacto dos novos documentos.
Numa intervenção inesperada, Trump pediu ao Departamento de Justiça que abrisse uma investigação centrada em dirigentes democratas mencionados nos ficheiros. A decisão chama a atenção porque os mesmos documentos continuam a alimentar dúvidas sobre a relação do próprio Presidente com Jeffrey Epstein, o financista que dirigiu uma rede de exploração sexual durante décadas.
Apesar de, há apenas alguns meses, o Departamento de Justiça ter afirmado que não existiam fundamentos para reabrir qualquer processo relacionado com os ficheiros, a Procuradora-Geral Pam Bondi alterou a sua posição e anunciou que o caso avançará. O procurador federal Jay Clayton, em Nova Iorque, foi escolhido para conduzir os trabalhos.
A rapidez da resposta reforça críticas antigas sobre a erosão da independência judicial nos Estados Unidos. Especialistas alertam que um pedido presidencial tão direto — e tão próximo do interesse pessoal do próprio Presidente — coloca a credibilidade do sistema sob pressão acrescida.
Entre os nomes que Trump quer ver escrutinados estão Bill Clinton, o economista Larry Summers e o empresário Reid Hoffman. As equipas de comunicação dos visados rejeitam qualquer suspeita e acusam o Presidente de tentar inverter o foco, sobretudo numa semana marcada por derrotas políticas e por novos detalhes comprometedores revelados nos emails de Epstein.
Os documentos publicados por comissões do Congresso incluem referências a encontros, conversas e deslocações envolvendo personalidades de alto perfil. Em várias mensagens, Epstein menciona contactos prolongados com Trump e sugere que o Presidente estaria familiarizado com algumas das jovens que mais tarde vieram a ser identificadas como vítimas menores.
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