Michael Ray Richardson: O Génio que o Basquetebol não Conseguiu Proteger

Economia

Elian Morvane
Elian Morvanehttps://www.arcananews.com/
Elian Morvane é autor e cronista do Arcana News, escrevendo atualmente na Revista Arcana News, sem deixar de colaborar também em peças noticiosas e em leituras estratégicas de política, economia e sociedade.

Poucos jogadores marcaram uma era como Michael Ray Richardson — e ainda menos carregaram consigo, ao mesmo tempo, um talento prodigioso e uma vulnerabilidade tão profunda. Morreu esta terça-feira, em Lawton, Oklahoma, aos 70 anos, vítima de um cancro da próstata recentemente diagnosticado. Para muitos, foi simplesmente “Sugar”: explosivo, criativo, imprevisível e capaz de fazer o jogo parecer um gesto natural de liberdade.

Richardson foi quatro vezes All-Star, duas vezes escolhido para a melhor equipa defensiva da NBA e, numa época em que os jogadores viviam como estrelas de rock, tornou-se num ídolo imediato dos New York Knicks. A sua intensidade nas linhas defensivas e a capacidade de atacar o cesto em aceleração deixaram marcas nos grandes da modalidade. Magic Johnson, por exemplo, confessaria anos depois que via nele “uma versão mais pequena” de si próprio. Isiah Thomas descreveu-o como um atleta “sem pontos fracos”.

Jogador da Virtus Bologna durante um jogo da década de 1980. Imagem em domínio público.

Michael Ray Richardson

Em 1978, dois lugares antes de Larry Bird, Sugar foi anunciado como o sucessor de Walt Frazier, o mítico “Clyde”. E, por momentos, pareceu mesmo estar destinado a isso. Liderou a NBA em roubos de bola e assistências na mesma época — algo raríssimo — e devolveu aos Knicks o entusiasmo num período turbulento da história da equipa. Mas o brilho trazia sombra, e o que Sugar escondia fora do campo revelava-se cada vez mais difícil de suportar.

Nova Iorque, nos anos 80, era uma cidade de tentação permanente. Richardson frequentava o Studio 54, convivia com celebridades e mergulhava num ambiente onde a cocaína circulava tão livremente como a música. Como tantos outros jogadores da época, acreditou que controlava o vício — até perceber, tarde demais, que era o vício a controlá-lo.

Leitura integral disponível.

Este artigo apresenta um excerto. A versão completa está disponível após entrada gratuita.
O registo é gratuito, não pede dados de pagamento, e dá acesso imediato à leitura integral deste texto e dos futuros no Arcana News.

Entrar (se já tem conta)  ·  Criar conta (gratuito)
- Advertisement -spot_img

Mais artigos

Edição Arcana Newsspot_img

Leitura Essencial