O Governo escolheu avançar com a mais agressiva revisão da lei laboral desde 2003.
Entre cortes encapotados, flexibilizações que só flexibilizam para um lado e “modernizações” que modernizam pouco, a mensagem é simples: quando o trabalhador conquista um palmo, o poder tenta logo recuperar um metro.
A ofensiva laboral e a resposta nas ruas.
A greve marcada para os próximos dias não nasceu do ar.
Nasceu do cansaço — e de uma linha vermelha que foi ultrapassada sem hesitação.
O país trabalha cada vez mais para ter cada vez menos, enquanto os direitos são tratados como luxos descartáveis.
Este cartoon lembra apenas isto: há limites que um país decente não ultrapassa.


