Ninguém esperava que o Governo assumisse isto tão abertamente:
se as condições de vida melhorarem, tratam de as piorar.
É o que está inscrito nas novas propostas laborais, nos cortes silenciosos, nos ajustes feitos longe do escrutínio público.
O impacto das novas medidas e a resposta social.
No exato momento em que os portugueses enfrentam salários estagnados, rendas impossíveis e carreiras precárias, o poder escolhe um lado — e não é o lado de quem trabalha.
Por isso a greve surge como resposta inevitável, quase higiénica: é o país a lembrar aos governantes que não há progresso quando se agrava a vida de quem sustenta o Estado.
Este cartoon serve de aviso: um governo que agrava o que melhora não governa — sabota.


