A Rússia não tem soldados suficientes para combater na Ucrânia sem ajuda externa. A ajuda que procura não é a de aliados: é a de cidadãos africanos recrutados por engano, transportados com vistos falsos e enviados para a linha de frente sem possibilidade de saída. O modelo é antigo. A escala é nova.
A guerra no Sudão está a mudar de forma: drones de longo alcance, cadeias logísticas visadas e um conflito cada vez mais dependente de patrocínios externos. Foi descrita a existência de uma base discreta num país vizinho, integrada num projeto civil, usada para apoiar operações. A tecnologia reduz o custo político da intervenção e aumenta a dificuldade de atribuição, enquanto o ouro alimenta caixas de guerra e prolonga o colapso.
A proposta sudanesa para instalar uma base naval russa no Mar Vermelho pode alterar o equilíbrio estratégico entre Rússia, EUA e China numa das rotas mais críticas do mundo.
A ONU exigiu uma investigação urgente às atrocidades cometidas no Sudão, alertando para massacres, fome deliberada e uma crise humanitária que se agrava em Darfur e Kordofan.