NOTÍCIA · Estados Unidos · Eleições / Instituições
O novo mapa eleitoral da Carolina do Norte poderá ser utilizado nas eleições intercalares de 2026, depois de três juízes federais terem validado, por unanimidade, o desenho aprovado pela legislatura estadual. A decisão aproxima os republicanos de ganhar mais uma cadeira na Câmara dos Representantes, num ciclo em que cada distrito conta para definir quem controlará o Congresso no próximo ano.
A contestação judicial partia do argumento de que o redesenho dos distritos discriminava eleitores por motivos raciais e punha em causa a representação de algumas comunidades. Os juízes, no entanto, concluíram que a motivação dos legisladores tinha natureza partidária. Desde 2019, essa é uma distinção que pesa: o Supremo Tribunal dos EUA considera que o “gerrymandering” partidário, mesmo quando beneficia claramente um dos lados, não viola a Constituição federal.
Uma decisão com impacto nacional
O mapa agora confirmado foi aprovado em outubro pela legislatura da Carolina do Norte, dominada pelos republicanos. As projeções indicam que poderá acrescentar ao partido pelo menos mais um assento, reforçando uma vantagem que, noutros estados, tem sido procurada através de processos semelhantes.
A Carolina do Norte surge assim no mesmo movimento já visto no Texas, Ohio e Missouri, estados onde os mapas também foram redesenhados para favorecer os republicanos. Em todos os casos, o objetivo é ajustar as fronteiras políticas antes das eleições de 2026, numa altura em que o equilíbrio no Congresso se tornou especialmente frágil.
Com esta decisão federal, o novo desenho eleitoral deverá avançar sem entraves, moldando a disputa legislativa num estado considerado decisivo para o controlo da Câmara.


