EUA reativam operações secretas da CIA na América Latina sob a presidência de Donald Trump
Washington, 25 de outubro de 2025 — Arcana News
A nova administração norte-americana liderada por Donald Trump deu luz verde a um conjunto de operações secretas da CIA na América Latina, numa estratégia que analistas internacionais consideram um regresso às práticas de ingerência da Guerra Fria. As ações, inicialmente orientadas para a Venezuela, estenderam-se a outros países da região, reforçando a perceção de que os Estados Unidos voltaram a tratar o continente como o seu “quintal estratégico”.
Fontes diplomáticas em Washington confirmaram que a Casa Branca autorizou missões de apoio a grupos opositores e a recolha de informações militares na fronteira venezuelana, sob o argumento de proteger interesses norte-americanos e conter o tráfico transnacional. A operação é oficialmente classificada como uma “ação de estabilização”, mas vários governos latino-americanos denunciaram-na como uma intromissão direta na soberania regional.
O episódio faz eco de anteriores intervenções da CIA — da Guatemala em 1954 ao Chile em 1973 — em que operações clandestinas foram usadas para derrubar governos eleitos e apoiar regimes favoráveis a Washington. Especialistas em relações internacionais recordam que a agência norte-americana desempenhou um papel decisivo em crises políticas que alteraram o rumo de países como Cuba, Nicarágua e Panamá.
O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela classificou a nova ofensiva como uma “guerra híbrida” e anunciou que levará o caso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, denunciando “tentativas de desestabilização financiadas e dirigidas a partir dos EUA”.
Nos meios diplomáticos europeus, cresce a preocupação com uma nova escalada de tensão nas Américas, num contexto em que os EUA procuram reafirmar influência geopolítica num território que historicamente dominaram.
“Não se trata apenas de espionagem, mas de moldar o futuro político da região”, afirmou um antigo analista da CIA ao Washington Global Review, sob anonimato.
A Casa Branca não confirmou nem negou as operações, limitando-se a declarar que “os Estados Unidos continuam comprometidos com a defesa da democracia e da segurança hemisférica”.
Fonte: Agências internacionais (Reuters, AFP, The Washington Global Review) — compilação e redação Arcana News.


