ANÁLISE
Na comissão parlamentar de inquérito, Joaquim Miranda Sarmento não deixou margem para grandes interpretações.
Questionado sobre os bónus a gestores ligados à venda do Novo Banco ao grupo francês que passa a controlar o banco, o ministro das Finanças respondeu que o Estado “não dispõe de mecanismos” para travar decisões tomadas pela Lone Star enquanto acionista de referência.
Estado é acionista minoritário e remete decisão sobre prémios para o fundo norte-americano.
A explicação assenta na arquitetura acionista herdada da resolução do BES. O fundo norte-americano detém a larga maioria do capital e controla os principais órgãos sociais; o Fundo de Resolução e o Tesouro ficaram com uma posição residual, sem votos suficientes para impor ou vetar políticas de remuneração. Em linguagem simples: quem manda no banco decide quanto paga aos seus gestores e o Estado, apesar de ter sustentado a instituição durante anos, limita-se a assistir.
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