A Rússia não tem soldados suficientes para combater na Ucrânia sem ajuda externa. A ajuda que procura não é a de aliados: é a de cidadãos africanos recrutados por engano, transportados com vistos falsos e enviados para a linha de frente sem possibilidade de saída. O modelo é antigo. A escala é nova.
Mais de 1400 africanos combatem na Ucrânia sob bandeira russa, muitos recrutados com promessas falsas de salários, passaportes e futuro. Histórias de engano revelam como Moscovo explora a memória soviética para transformar vidas africanas em carne para canhão.
Dezessete sul-africanos enviados para a guerra na Ucrânia sob falsas promessas expuseram uma rede de recrutamento ligada ao círculo de Jacob Zuma e ao Kremlin. A investigação criminal já está em curso e o caso ameaça reconfigurar o equilíbrio político na África do Sul.
O Banco Central da África do Sul reduziu a taxa diretora
para 6,75%, antecipando abrandamento da inflação e crescimento económico ligeiramente superior ao esperado.