O Ministério da Economia da Alemanha reveu hoje a previsão de crescimento para 2025, elevando-a de estagnação para 0,2%, impulsionada por planos de gasto público ambiciosos.
Em comunicado, o ministério indica que as forças motrizes serão o consumo doméstico e os investimentos públicos, ao passo que as exportações — tradicionalmente núcleo da economia alemã — deverão enfrentar dificuldades contínuas devido às tensões comerciais globais.
Para 2026 e 2027, a previsão é de crescimento de 1,3% e 1,4%, respectivamente.
A taxa de desemprego, que se situa perto de 6,3%, deverá recuar gradualmente para 6,0% até 2027.
Katherina Reiche, ministra da Economia, afirmou que o país enfrenta “ventos contrários externos”, mas que o impulso deve vir dos estímulos internos:
“Para garantir crescimento de longo prazo, temos de limpar o atraso das reformas: reduzir custos energéticos, incentivar investimento privado, cortar burocracia, abrir mercados e estimular inovação.” Reuters
O ministro das Finanças, Lars Klingbeil, reforçou que embora o investimento público esteja a contribuir positivamente, o setor exportador continua sob forte pressão — declínio de 0,1% é projetado para as exportações em 2025, antes de retomarem crescimento nos anos seguintes.
Dados recentes divulgados pelo gabinete de estatísticas mostram que a produção industrial alemã caiu 4,3% em agosto em comparação com julho — um sinal de fragilidade interna que justifica a dependência de estímulos fiscais.
Economistas citados pela Reuters lembram que o novo governo, liderado por Friedrich Merz, aprovou um plano de investimento massivo de 500 mil milhões de euros para infraestrutura e defesa, que deverá começar a surtir efeito neste e nos próximos anos.


