Numa época em que a discussão pública se tornou um campo de gritos, a extrema-direita ergue-se como a campeã do megafone: muito som, pouca substância.
Há sempre um inimigo novo, uma ameaça inventada, uma urgência fabricada. O volume substitui o argumento, e a indignação serve de disfarce para a ausência de propostas reais.
Quando a política se reduz a conversas para adormecer, a democracia fica mais pobre.
Este cartoon recorda-nos algo simples: quando o debate político é reduzido a slogans e teatralidade, o país perde a capacidade de pensar.
E é exatamente isso que alguns querem — um país distraído, irritado, vulnerável, incapaz de distinguir coragem de estridência.
Nunca foi tão importante baixar o volume e aumentar a lucidez.
Informação e análise independentes, internacionais e plurais, dedicadas à liberdade, à memória e ao futuro.


