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Arte

Christian Petzold e a arte de sobreviver

Christian Petzold divide os seus filmes em duas categorias: os que são uma casa e os que são um barco. Uma casa é o que se constrói para durar. Um barco é o que se constrói para atravessar. A distinção parece técnica — é uma questão filosófica. A mesma que atravessa toda a sua obra: o que se constrói quando o que havia já não está? E como se distingue reparar de substituir, quando o luto confunde os dois gestos?

A sala que o quadro exige | Louvre

O Louvre quer criar uma sala exclusiva para a Mona Lisa e reorganizar o acesso ao museu, com uma nova entrada e um circuito que liga a obra a uma loja dedicada. A promessa é simples: mais tempo, menos confusão. Mas o projeto revela uma realidade maior: quando uma obra se torna infra-estrutura, o museu transforma-se em sistema de circulação, controlo e receita. E a “Nova Renascença” passa a ser também uma disputa de soberania simbólica.

Melania: o estilo como tecnologia de poder

O filme que acompanha vinte dias na vida de Melania Trump não é apenas um retrato doméstico do “lado de dentro” do poder. É uma operação de imagem: reuniões, rituais, segurança, música, guarda-roupa e controlo de enquadramento a funcionar como linguagem política. O resultado é um paradoxo: quanto mais a primeira-dama americana parece afastar-se do debate, mais o filme a coloca no centro da máquina simbólica do trumpismo.

Ler de Perto, Pensar Melhor | Cartoon

Num tempo de reações automáticas, ler bem é um ato de proximidade disciplinada: chegar perto sem ser capturado.

O Equilibrista do Crescimento | Cartoon

O crescimento é apresentado como certeza. Mas pratica-se como acrobacia.

O Leitor no Labirinto | Cartoon

O problema já não é a falta de informação. É a ausência de saída.

ADN liga Bo de Yunnan às sepulturas em falésias

Um estudo genómico recente reforça a ligação entre os Bo de Yunnan e as comunidades antigas associadas aos “caixões suspensos”, ajudando a mapear a origem e a dispersão desta tradição funerária pelo sul da China.

O Regresso de Elian Morvane

Conheci o Elian Morvane num desses momentos em que nada parecia destinado a acontecer. Não houve apresentação, nem circunstância que justificasse a memória. Foi quase um acidente — e, no entanto, o que me ficou não foi a curiosidade, foi o reconhecimento.

1898 / 2026: A China que volta a fugir para Tóquio

Entre 1898 e 2026, Tóquio reaparece como porto de fuga chinesa: primeiro para salvar a vida, agora para salvar a conversa. Livrarias, clubes e encontros reconstroem um espaço público que desapareceu no continente — e perguntam, em voz alta, o que já não se pode perguntar em casa.

Trump, o Medo e o Mundo em Chamas | Cartoon

Trump tem medo de um mundo que já não controla e transforma essa insegurança em política de Estado. Em vez de liderar, vende ao eleitorado a fantasia de fechar portas, rasgar acordos e culpar aliados, encolhendo a América e abrindo espaço a regimes autoritários.

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