A diplomacia já não começa na sala fechada onde se pesa cada palavra. Começa num ecrã — post, vídeo curto, meme — e obriga o outro lado a responder no mesmo palco. Quando a agressão é premiada internamente, o que era desvio vira carreira. E recuar torna-se caro.
Em 2010, a China interrompeu silenciosamente o fornecimento de terras raras ao Japão após uma disputa diplomática. O embargo nunca foi anunciado, mas funcionou — e revelou como o controlo de minerais críticos pode ser convertido em poder político sem confronto militar.
Baotou, no norte da China, tornou-se o coração da indústria global de terras raras ao absorver custos ambientais que o Ocidente evitou. A cidade ajuda a explicar por que razão Pequim domina hoje as cadeias de abastecimento críticas — e por que alternativas fora da China são politicamente difíceis.
A Rússia acusa a Ucrânia de uma tentativa de ataque com drones a uma residência associada a Vladimir Putin. Kiev rejeita a acusação e, até agora, não surgiram provas independentes que confirmem o alegado ataque. Moscovo exibiu imagens de destroços e pede condenação internacional, mas o caso permanece sem verificação no terreno.
A presidente da comissão de Negócios Estrangeiros aponta falhas de verificação e de circulação de informação no caso Abd el-Fattah. O governo abriu uma investigação.
Zohran Mamdani passou de 1% nas sondagens a presidente da Câmara de Nova Iorque em catorze meses. Como se constrói uma vitória assim — e o que ela expõe sobre a cidade e o tempo político.
Zohran Mamdani toma posse a 1 de janeiro na Old City Hall, estação desativada desde 1945. Um gesto simbólico que liga transportes gratuitos, justiça social e a velha ambição pública de Nova Iorque.