Durante anos, Washington avisou a presidência mexicana de que a embaixada russa em Cidade do México se tornara um dos maiores centros de espionagem de Moscovo no mundo. Houve listas, dossiês e promessas de cooperação. Mas quase ninguém foi expulso. O resultado: o México converteu-se no ponto cego mais sensível da segurança norte-americana.
Trump tem medo de um mundo que já não controla e transforma essa insegurança em política de Estado. Em vez de liderar, vende ao eleitorado a fantasia de fechar portas, rasgar acordos e culpar aliados, encolhendo a América e abrindo espaço a regimes autoritários.
Há momentos em que os líderes são chamados a estar à altura das circunstâncias. E há momentos em que desistem antes da luta começar. A nova estratégia de segurança nacional de Trump pertence à segunda categoria. Num documento que será lido com atenção em Pequim e Moscovo, Washington anuncia que já não quer liderar — quando a ameaça coordenada entre quatro potências autoritárias exige exatamente o contrário.
A administração Trump quer usar ativos russos congelados para reconstruir a Ucrânia e reabrir a economia de Moscovo ao Ocidente. A proposta colide com a estratégia europeia de sanções prolongadas e reabre a disputa sobre quem manda na ordem económica pós-guerra.
Uma nova sondagem mensal da Gallup coloca Donald Trump com apenas 25% de aprovação entre eleitores independentes, muito abaixo do apoio dentro do Partido Republicano. O sinal é preocupante para a Casa Branca e para os candidatos republicanos nas eleições do mandato de 2026.
Uma operação clandestina ucraniana levou mais de uma centena de drones ao coração da Rússia e atingiu dezenas de bombardeiros em quatro bases. A missão, preparada em silêncio ao longo de 18 meses, contou com casas pré-fabricadas, camiões civis e um casal aparentemente banal.
Aurelian Draven explica porque uma invasão chinesa de Taiwan seria um pesadelo operacional: estreito hostil, ilha fortificada, cidades-labirinto e risco de choque direto entre grandes potências.
Donald Trump Jr. disse que a Ucrânia é mais corrupta que a Rússia e acusou Zelensky de prolongar a guerra por razões eleitorais. Não tem cargo na administração, mas as suas palavras revelam o pensamento da ala trumpista que está a vencer todas as batalhas internas sobre política externa.
A cerimónia grotesca em que a FIFA entregou um prémio de paz inventado a Donald Trump não é apenas má comédia institucional. É sintoma de uma deriva perigosa: organizações desportivas que trocaram independência por acesso a poder e dinheiro.