Trump anuncia acordo entre Israel e o Hamas: “primeira fase de um plano de paz para Gaza”

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O primeiro-ministro israelita confirmou que levará o acordo a votação do governo e saudou “um grande dia para Israel”. O Hamas pede garantias de implementação e os mediadores do Qatar confirmam que a trégua abrange o cessar-fogo, a libertação de reféns e a entrada de ajuda humanitária.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na noite de quarta-feira que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase de um plano de paz para Gaza, pondo fim a meses de guerra e abrindo caminho a um cessar-fogo monitorizado por potências regionais.

Segundo Trump, a fase inicial prevê a libertação de todos os reféns israelitas, a retirada das tropas israelitas para uma linha acordada e a entrada massiva de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. O acordo, disse, é “o primeiro passo rumo a uma paz forte e duradoura”.

“Israel e o Hamas assinaram a primeira fase de um plano para Gaza. Todos os reféns serão libertados muito em breve. Israel retirará as tropas até uma linha acordada. Estes serão os primeiros passos para uma paz sólida e duradoura. Todas as partes serão tratadas de forma justa”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.

Poucos minutos depois, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou que convocará o governo para aprovar formalmente o entendimento.

“É um grande dia para Israel”, declarou. “Com a ajuda de Deus, traremos todos os nossos reféns de volta a casa. Agradeço ao Presidente Trump e à sua equipa por esta missão sagrada de libertar os nossos reféns”, acrescentou o líder israelita.

De acordo com a CNN, a libertação dos reféns deverá começar no sábado ou domingo, em coordenação com os mediadores egípcios e cataris. O Qatar confirmou entretanto que “as partes chegaram a acordo sobre todos os termos da primeira fase de cessar-fogo”, que incluirá “o fim das hostilidades, a libertação de reféns e prisioneiros, e a entrada de ajuda humanitária”.

Entre os negociadores estiveram Jared Kushner e Steve Witkoff, em representação da Casa Branca; Ophir Falk, conselheiro de política externa de Netanyahu; e Khalil Al-Hayya, chefe da delegação do Hamas.
Também participaram o primeiro-ministro do Qatar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, e o diretor dos serviços secretos turcos, Ibrahim Kalin, o que confirma o crescente envolvimento de Ancara no dossiê.

O Hamas, por seu lado, divulgou uma nota a pedir “garantias para que Israel cumpra o acordo” e a solicitar que “os países garantes e todas as partes árabes e internacionais impeçam o governo israelita de atrasar ou evitar a implementação do que foi acordado”.

Segundo testemunhos recolhidos pela Reuters em Gaza, centenas de civis deslocados celebraram nas ruas após o anúncio, disparando para o ar e entoando cânticos de vitória. “Esta noite, o povo de Gaza acordou com a notícia do acordo”, escreveu o repórter Nidal Al-Mughrabi.
Nos campos de Rafah e Deir al-Balah, famílias inteiras aguardam agora detalhes sobre as listas de prisioneiros palestinianos que serão libertados em troca dos reféns israelitas.

Durante um evento na Casa Branca, Trump chegou a ser interrompido com uma nota entregue pelo secretário de Estado, Marco Rubio, informando que o acordo estava fechado.

“Deram-me um bilhete a dizer que estamos muito perto de um acordo no Médio Oriente e que vão precisar de mim rapidamente”, disse o Presidente. “Tenho de ir resolver alguns problemas no Médio Oriente.”

O plano, negociado em segredo durante a última semana, contou com reuniões paralelas no Cairo e em Doha, mediadas por Egito e Qatar, e inclui mecanismos de verificação supervisionados por observadores internacionais.
Nos próximos dias, diplomatas deverão reunir-se novamente no Egito para definir o calendário da segunda fase, centrada na reconstrução de Gaza e nas garantias de segurança regionais.

A comunidade internacional reagiu com prudente otimismo. O Secretário-Geral das Nações Unidas apelou “à implementação imediata e integral do acordo”, e a União Europeia qualificou-o como “um passo essencial para o fim da violência”.

Trump classificou o entendimento como “um dia histórico para o Médio Oriente”. Netanyahu, ecoando a mesma expressão, prometeu apresentar o texto “à aprovação imediata do governo israelita” e concluiu:

“Com coragem e sacrifício, chegámos a este dia. E, com a ajuda de Deus, continuaremos a expandir a paz com os nossos vizinhos.”


🗓 Data: 9 de outubro de 2025

📍 Local: Washington / Jerusalém / Doha / Gaza

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