- Advertisement -spot_img

TAG

Israel

Porque o cessar-fogo com o Irão não encerrou a crise?

O cessar-fogo não encerrou a guerra no Irão. Ormuz, o bloqueio naval e o programa nuclear mantêm Washington e Teerão numa crise instável. A vitória anunciada por Trump ainda não se traduziu em estabilidade política.

Guerra do Irão: quando o espetáculo substituiu a estratégia

A guerra do Irão não falhou por falta de bombas. Falhou porque a audiência doméstica era o campo de batalha real — e a audiência não decide guerras. A doutrina de Hegseth eliminou os moderados que seriam necessários para qualquer transição.

Guerra EUA-Irão: o abate do F-15E e a armadilha da escalada

O abate do F-15E alterou o equilíbrio narrativo da guerra. Washington e Teerão leram o mesmo episódio como sinal de vantagem. Esse duplo encorajamento torna a escalada mais provável.

Trump, China e Irão na guerra dos estrangulamentos

O poder raramente se perde por falta de grandeza. Perde-se por excesso de confiança nas passagens estreitas. A escala não dissolve a fragilidade — apenas a distribui por um corpo maior.

O Pentágono prepara a invasão e Islamabade tenta evitá-la

A questão não é se os EUA conseguem invadir. É o que acontece depois.

O Preço do Silêncio

No nordeste do Qatar, a maior planta de gás natural liquefeito do mundo está parada. Não é uma metáfora — é maquinaria fria, navios sem carga, terminais à espera. Quatro semanas depois de Washington e Israel lançarem ataques sobre o Irão, o que o conflito está a revelar não é uma crise energética. É a descoberta de que a arquitectura da globalização foi construída sobre uma premissa que nunca foi escrita em nenhum tratado: que certos chokepoints nunca seriam testados.

A Arte de Telefonar

O Paquistão tem o FMI à porta, um exército que governa por baixo do governo e uma fronteira de novecentos quilómetros com o Irão. Em março de 2025, era também o país que Washington e Teerão usavam como câmara de compensação. Não apesar da fragilidade — por causa dela. Os melhores mediadores são os que têm mais a perder se a crise escalar.

Os curdos, a guerra e a promessa que Washington nunca cumpre

Há um padrão que se repete há décadas: os Estados Unidos incentivam os curdos, usam-nos quando precisam, e abandonam-nos quando os custos políticos sobem. Agora, com a guerra no Irão na terceira semana sem sinal de capitulação do regime, a questão volta à mesa — não como invasão, mas como algo mais subtil e potencialmente mais perigoso: uma função de desgaste, discreta, negável, com os curdos do Zagros no centro e Teerão já a bombardear preventivamente a região. Washington diz que não. A história diz que essa palavra tem prazo de validade.

O Irão não é um dossiê técnico

Há uma forma específica de falhar que parece vitória. Ao longo de sete décadas, os Estados Unidos trataram o Irão como um problema técnico a resolver — destruindo capacidades, impondo pressão, celebrando resultados imediatos — sem responder à única pergunta que importa: o que vem a seguir. O resultado foi sempre o mesmo: cada sucesso tático abriu espaço a um problema estratégico maior.

O Corredor dos Cinquenta e Quatro Quilómetros | Estreito de Hormuz

Entre a Península Arábica e o Irão existe um corredor marítimo de apenas 54 quilómetros. Por ele passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Na guerra atual, esse estreito tornou-se o ponto onde um país militarmente mais fraco pode transformar risco global em poder estratégico.

Magazine

- Advertisement -spot_img