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Aurelian Draven
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Aurelian Draven é correspondente e analista do Arcana News, onde escreve sobre conflito, segurança internacional e memória estratégica. É autor de mais de cem artigos de análise e inteligência, com atenção particular ao Médio Oriente, às zonas de tensão global e ao impacto de longo prazo das decisões de poder.
No Uganda, a lei persegue pouco. Os chantagistas, muito.
Quando uma lei transforma um comportamento em crime grave mas o Estado não tem capacidade ou vontade de a aplicar, cria-se um mercado. No Uganda, esse mercado é servido por informadores, polícias corruptos e criminosos com conta numa aplicação de encontros. A orientação sexual de outra pessoa passou a ter preço de mercado — calibrado em função da capacidade de pagamento da vítima. Isto não é uma disfunção da lei ugandesa. É o seu produto principal.
O Pentágono prepara a invasão e Islamabade tenta evitá-la
A questão não é se os EUA conseguem invadir. É o que acontece depois.
O Silêncio que o Estado Não Ouve
No Palácio Nacional de Mafra, o maior conjunto sineiro do mundo ficou em silêncio quase vinte anos. O restauro chegou em 2020 e ficou pela metade — a torre norte ainda não toca. Uma análise sobre a relação portuguesa com a manutenção, os ofícios que desaparecem e o bronze que espera.
O Corredor dos Cinquenta e Quatro Quilómetros | Estreito de Hormuz
Entre a Península Arábica e o Irão existe um corredor marítimo de apenas 54 quilómetros. Por ele passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Na guerra atual, esse estreito tornou-se o ponto onde um país militarmente mais fraco pode transformar risco global em poder estratégico.
A Guerra que o Irão Não Pode Ganhar — Análise Estratégica | Arcana News
Oito dias de guerra, dois mil ataques, um líder supremo assassinado e o Estreito de Ormuz efetivamente fechado. A Operação Epic Fury atingiu os seus alvos — mas não os seus objetivos. Uma análise ao que está realmente em jogo.
Dois Príncipes, Dois Caminhos
Durante anos, Riade e Abu Dhabi pareciam representar um mesmo projeto regional. Hoje, diferenças estratégicas, ambições económicas e novas dinâmicas de poder transformam essa parceria numa competição silenciosa pelo futuro do Golfo.
Noruega e a guerra invisível da comunicação militar
No espaço de poucos anos, o Ártico e o Atlântico Norte passaram de periferia geopolítica a uma das zonas mais sensíveis da segurança euro-atlântica. A nomeação do brigadeiro Christian Øverli como chefe de comunicações das Forças Armadas norueguesas revela uma transformação silenciosa: a guerra contemporânea já não se trava apenas com navios, aviões ou brigadas. Trava-se também no domínio da perceção pública, da narrativa estratégica e da gestão da informação num espaço cada vez mais militarizado.
Megabarragem chinesa no Tibete: risco estratégico para a Índia
Barragens, dados e calendário: o Tibete dá à China uma alavanca sobre o Brahmaputra.
Pequim contra Tóquio: A economia como arma de preparação
Pequim abriu uma nova fase de pressão sobre Tóquio: a via administrativa. Através de controlos de exportação dirigidos à base industrial de defesa, a China não procura um embargo total, mas sim degradar a prontidão japonesa. Ao transformar o comércio num processo burocrático lento, a fricção torna-se uma arma para encarecer a solidariedade do Japão para com Taiwan.
Suwałki: o corredor que a NATO pode não conseguir defender
Suwalki não é apenas um ponto no mapa: é o estreito terrestre que liga os Estados Bálticos ao resto da NATO. Entre Kaliningrado e a Bielorrússia, cada quilómetro concentra riscos que moldam a dissuasão no flanco oriental.


