ANÁLISE · Mundo · Canadá/EUA · Ordem Internacional
O aplauso em Davos tem uma coreografia conhecida. Há palmas de cortesia, palmas de hábito e palmas que soam a necessidade. Quando um auditório inteiro se levanta, por vezes não é porque ouviu uma ideia nova; é porque ouviu uma frase que lhe faltava para aceitar o que já pressentia. Naquele dia, a sensação dominante não foi entusiasmo. Foi reconhecimento: a ordem internacional que muitos países aprenderam a habitar como se fosse permanente está a entrar numa fase em que a força volta a falar sem máscara — e as potências intermédias têm de decidir se querem ser peças soltas ou engrenagem.
O Canadá, pela sua geografia e pelo seu temperamento institucional, costuma ser descrito como vizinho, aliado, extensão tranquila de um mundo ocidental estável. Esse retrato já não serve. O que se desenha agora é um país obrigado a pensar como fronteira — não apenas fronteira física, mas fronteira com conceito: entre integração e dependência; entre regras e imposição; entre o conforto das alianças automáticas e o dever de construir redundância.
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