No atlas antigo, a Gronelândia aparece como aparece quase tudo o que era distante: uma massa branca no topo do mundo, uma forma grande demais para a escala do papel, com margens imprecisas e nomes que soam a rumor. Um mapa de 1570, o Atlântico Norte, a costa do Canadá, e depois aquela ilha — maior do que a maioria das pessoas imagina quando a pronuncia. (A ideia de “perto” e “longe” era outra; o poder também.)
Hoje, a palavra “Gronelândia” voltou a soar como somam as palavras quando deixam de ser geografia e passam a ser disputa. Não é uma curiosidade de viagem, nem um rodapé histórico. É um teste. Um teste ao que a Europa acredita sobre soberania e direito. Um teste ao que a América diz sobre alianças. Um teste, sobretudo, ao que a NATO é quando se raspa a tinta das brochuras e se fica apenas com aquilo que a faz existir: confiança.
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