O discurso económico gosta de palavras firmes: crescimento, estabilidade, confiança. Mas a realidade parece exigir outras competências — equilíbrio, contenção, nervos firmes.
O homem avança sobre um fio invisível, segurando a riqueza como quem segura um peso morto. A cidade observa em silêncio. O gráfico aponta para baixo, indiferente ao esforço humano. E por baixo do fio, como sempre, há água agitada.
Nada disto é excecional. A economia contemporânea normalizou o risco como método e a instabilidade como condição. O problema não é cair. É fingir que o fio está em terreno firme.
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