Um dos economistas mais influentes da China avisou que a explosão de investimento em inteligência artificial nos Estados Unidos tem todas as características de uma bolha especulativa — e que o seu rebentamento poderá acontecer nos próximos cinco anos. Justin Yifu Lin defende resposta radical: política fiscal e monetária expansionista para acelerar crescimento chinês acima dos 8% anuais.
Durante anos, Washington avisou a presidência mexicana de que a embaixada russa em Cidade do México se tornara um dos maiores centros de espionagem de Moscovo no mundo. Houve listas, dossiês e promessas de cooperação. Mas quase ninguém foi expulso. O resultado: o México converteu-se no ponto cego mais sensível da segurança norte-americana.
Há momentos em que os líderes são chamados a estar à altura das circunstâncias. E há momentos em que desistem antes da luta começar. A nova estratégia de segurança nacional de Trump pertence à segunda categoria. Num documento que será lido com atenção em Pequim e Moscovo, Washington anuncia que já não quer liderar — quando a ameaça coordenada entre quatro potências autoritárias exige exatamente o contrário.
A administração Trump quer usar ativos russos congelados para reconstruir a Ucrânia e reabrir a economia de Moscovo ao Ocidente. A proposta colide com a estratégia europeia de sanções prolongadas e reabre a disputa sobre quem manda na ordem económica pós-guerra.
Aurelian Draven explica porque uma invasão chinesa de Taiwan seria um pesadelo operacional: estreito hostil, ilha fortificada, cidades-labirinto e risco de choque direto entre grandes potências.
Donald Trump Jr. disse que a Ucrânia é mais corrupta que a Rússia e acusou Zelensky de prolongar a guerra por razões eleitorais. Não tem cargo na administração, mas as suas palavras revelam o pensamento da ala trumpista que está a vencer todas as batalhas internas sobre política externa.
Dois homens armados levaram treze gravuras de Matisse e Portinari da Biblioteca Municipal Mário de Andrade em São Paulo. O assalto em plena luz do dia revela não apenas falhas de segurança, mas uma questão mais profunda sobre como o Brasil protege o seu património artístico em espaços públicos de acesso livre.
A nova estratégia de segurança de Trump trata a União Europeia como problema e não como parceira. Para a Europa, a questão é simples e brutal: continuar dependente de Washington ou construir, finalmente, a sua própria voz estratégica.
Da promessa soviética de igualdade à nova elite de esposas-troféu, a Rússia transformou o corpo feminino em vitrine de poder e almofada social de um regime autoritário.