O Louvre quer criar uma sala exclusiva para a Mona Lisa e reorganizar o acesso ao museu, com uma nova entrada e um circuito que liga a obra a uma loja dedicada. A promessa é simples: mais tempo, menos confusão. Mas o projeto revela uma realidade maior: quando uma obra se torna infra-estrutura, o museu transforma-se em sistema de circulação, controlo e receita. E a “Nova Renascença” passa a ser também uma disputa de soberania simbólica.
O filme que acompanha vinte dias na vida de Melania Trump não é apenas um retrato doméstico do “lado de dentro” do poder. É uma operação de imagem: reuniões, rituais, segurança, música, guarda-roupa e controlo de enquadramento a funcionar como linguagem política. O resultado é um paradoxo: quanto mais a primeira-dama americana parece afastar-se do debate, mais o filme a coloca no centro da máquina simbólica do trumpismo.
Um estudo genómico recente reforça a ligação entre os Bo de Yunnan e as comunidades antigas associadas aos “caixões suspensos”, ajudando a mapear a origem e a dispersão desta tradição funerária pelo sul da China.
Entre 1898 e 2026, Tóquio reaparece como porto de fuga chinesa: primeiro para salvar a vida, agora para salvar a conversa. Livrarias, clubes e encontros reconstroem um espaço público que desapareceu no continente — e perguntam, em voz alta, o que já não se pode perguntar em casa.
Trump tem medo de um mundo que já não controla e transforma essa insegurança em política de Estado. Em vez de liderar, vende ao eleitorado a fantasia de fechar portas, rasgar acordos e culpar aliados, encolhendo a América e abrindo espaço a regimes autoritários.
A Arquidiocese Católica de Nova Iorque aceita pela primeira vez negociar formalmente com vítimas de abuso sexual, oferecendo pelo menos 300 milhões de dólares. A proposta surge após 1.700 acusações e venda de património, incluindo a sede histórica em Manhattan por 100 milhões. Outras seis dioceses do estado já declararam falência.
Dois homens armados levaram treze gravuras de Matisse e Portinari da Biblioteca Municipal Mário de Andrade em São Paulo. O assalto em plena luz do dia revela não apenas falhas de segurança, mas uma questão mais profunda sobre como o Brasil protege o seu património artístico em espaços públicos de acesso livre.