Explicação essencial dos antecedentes, enquadramento e elementos estruturais de um acontecimento, para ajudar o leitor a compreender o que está em jogo.
A partir das dinastias Tang e Song, e depois com mais força sob os Yuan e os primeiros Ming, a chamada “Rota Marítima da Seda” transforma o mapa. Portos como Guangzhou e, mais tarde, Quanzhou tornam-se nós globais onde se cruzam mercadores árabes, persas, indianos, judeus e chineses.
Uma equipa de investigadores britânicos e alemães defende que a pandemia de Peste Negra não começou apenas com ratos e pulgas em navios comerciais. Antes disso, terá havido um choque climático: uma grande erupção vulcânica arrefeceu vários verões seguidos, arruinou colheitas no Mediterrâneo e obrigou as cidades italianas a procurar trigo nas margens do mar Negro. Foi nessa nova rota de comércio que a bactéria Yersinia pestis encontrou a porta de entrada ideal para devastar a Europa.
Secretários de Estado portugueses ignorados em Macau enquanto ex-governante foi recebido. Pequenos gestos diplomáticos revelam grandes mudanças de poder.
Cento e vinte mil câmaras domésticas hackeadas na Coreia do Sul. Vídeos íntimos vendidos online. O caso expõe a ilusão fatal da segurança digital em casa.
Mais de 1400 africanos combatem na Ucrânia sob bandeira russa, muitos recrutados com promessas falsas de salários, passaportes e futuro. Histórias de engano revelam como Moscovo explora a memória soviética para transformar vidas africanas em carne para canhão.
Os raptos em massa de crianças na Nigéria voltaram às manchetes após a abdução de centenas de alunos e as ameaças de Donald Trump de intervir militarmente. Mas a violência é antiga, atinge cristãos e muçulmanos e alimenta um negócio lucrativo de sequestros.
Entre a promessa de apoiar jovens que saem do sistema de acolhimento e a proteção reforçada de agências religiosas, a nova ordem executiva de Trump volta a colocar os direitos das crianças L.G.B.T.Q.+ atrás da “liberdade religiosa” dos adultos que controlam um sistema de 30 mil milhões de dólares por ano.
Na Web Summit os robôs dançam, mas a disputa é séria. A China decidiu acelerar na robótica humanoide com subsídios maciços, mercado interno controlado e domínio da produção de hardware. EUA e Europa tentam responder, enquanto países como Portugal arriscam ficar apenas na plateia.