Antes do combate, os Templários viviam sob uma disciplina extrema. A Regra do Templo mostra como a obediência era a verdadeira tecnologia da guerra medieval.
O Reino Unido parece estar a sair do velho guião de alternância confortável. Entre desconfiança persistente, fragmentação partidária e política feita em plataformas, a governabilidade deixou de ser um dado e passou a ser um problema.
Num porto moderno, a violência raramente tem rosto: tem formulários, atrasos e “validações adicionais”. A coerção económica transformou a interdependência numa alavanca — e obriga países médios a escolher entre prosperidade e margem de decisão.
A Europa entusiasma-se com a “autonomia estratégica”, mas continua a alimentar — com contratos, dados e dependência — um ecossistema de IA cuja lealdade pode ser redefinida por interesses militares fora do continente. O problema não é a tecnologia. É a tutela que escolhemos.
Decisão TJUE sobre lei "guetos". A Dinamarca revela até onde as democracias europeias vão na codificação da diferença étnica como critério de exclusão social.
Um dos economistas mais influentes da China avisou que a explosão de investimento em inteligência artificial nos Estados Unidos tem todas as características de uma bolha especulativa — e que o seu rebentamento poderá acontecer nos próximos cinco anos. Justin Yifu Lin defende resposta radical: política fiscal e monetária expansionista para acelerar crescimento chinês acima dos 8% anuais.
A guerra entrou numa fase em que a velocidade da máquina ultrapassa a do julgamento humano. A decisão mais difícil do nosso tempo já não é tecnológica, mas ética.
Há momentos em que os líderes são chamados a estar à altura das circunstâncias. E há momentos em que desistem antes da luta começar. A nova estratégia de segurança nacional de Trump pertence à segunda categoria. Num documento que será lido com atenção em Pequim e Moscovo, Washington anuncia que já não quer liderar — quando a ameaça coordenada entre quatro potências autoritárias exige exatamente o contrário.
A administração Trump quer usar ativos russos congelados para reconstruir a Ucrânia e reabrir a economia de Moscovo ao Ocidente. A proposta colide com a estratégia europeia de sanções prolongadas e reabre a disputa sobre quem manda na ordem económica pós-guerra.
Donald Trump Jr. disse que a Ucrânia é mais corrupta que a Rússia e acusou Zelensky de prolongar a guerra por razões eleitorais. Não tem cargo na administração, mas as suas palavras revelam o pensamento da ala trumpista que está a vencer todas as batalhas internas sobre política externa.