Arcana StoriesO essencial em leitura curtaA Dilema Nuclear da Coreia do Sul: Entre a Dissuasão e a Dependência Americana
A Coreia do Sul mantém em aberto o debate sobre a aquisição de armamento nuclear próprio, numa altura em que a ameaça da Coreia do Norte se intensifica e as garantias de segurança americana enfrentam questões políticas internas.
A Coreia do Sul mantém em aberto o debate sobre a aquisição de armamento nuclear próprio, numa altura em que a ameaça da Coreia do Norte se intensifica e as garantias de segurança americana enfrentam questões políticas internas.
A decisão nuclear sul-coreana envolve três variáveis críticas: a credibilidade da proteção nuclear americana sob o guarda-chuva estratégico; a capacidade de dissuasão independente face à Coreia do Norte; e o risco de desestabilização regional caso Seul opte pela proliferação.
A Coreia do Sul dispõe de capacidade tecnológica e industrial para desenvolver armas nucleares, mas permanece vinculada ao Tratado de Não-Proliferação e ao acordo de segurança bilateral com os Estados Unidos. A volatilidade política americana e a modernização do arsenal norte-coreano reforçam pressões internas por autonomia estratégica.
O dilema sul-coreano não é novo, mas ganha acuidade quando a confiança na garantia americana se fragiliza. A opção nuclear representaria uma rutura com a ordem de segurança pós-1945 na região, com efeitos em cascata: a pressão sobre o Japão, a reação chinesa, e a fragmentação da arquitetura de não-proliferação. Seul negocia, portanto, não apenas com Pyongyang, mas com Washington, Tóquio e Pequim.
