Pequim anuncia uma viragem histórica: o consumo doméstico passa para o centro da política económica. Mas a crise imobiliária, a dívida dos governos locais e o controlo do Partido limitam o alcance real deste novo rumo.
A partir das dinastias Tang e Song, e depois com mais força sob os Yuan e os primeiros Ming, a chamada “Rota Marítima da Seda” transforma o mapa. Portos como Guangzhou e, mais tarde, Quanzhou tornam-se nós globais onde se cruzam mercadores árabes, persas, indianos, judeus e chineses.
Líderes chineses concluíram na quinta-feira a Conferência Central de Trabalho Económico com a promessa de apoio ao consumo e rendimento das famílias. As Autoridades reconhecem queda no investimento e comprometem-se a usar mais estímulo fiscal enquanto mantêm controlo apertado sobre endividamento local.
Rússia e China identificaram uma vulnerabilidade no segundo mandato de Trump: a sua necessidade compulsiva de fechar acordos a curto prazo. Moscovo molda plano de paz na Ucrânia que garante território e bloqueia NATO. Pequim pressiona para Washington abandonar Taiwan. Aliados europeus e asiáticos assistem alarmados enquanto ordem de segurança liderada pelos EUA se desfaz.
Na China urbana, cães e gatos já não são só companhia: são família. Quando morrem, muitos donos recorrem a rituais budistas e taoistas, apps como o Xiaohongshu e templos que começam a aceitar cinzas e altares para animais. A religião está a ser obrigada a responder a uma pergunta simples e difícil: também há céu para os bichos?
Um dos economistas mais influentes da China avisou que a explosão de investimento em inteligência artificial nos Estados Unidos tem todas as características de uma bolha especulativa — e que o seu rebentamento poderá acontecer nos próximos cinco anos. Justin Yifu Lin defende resposta radical: política fiscal e monetária expansionista para acelerar crescimento chinês acima dos 8% anuais.
A guerra entrou numa fase em que a velocidade da máquina ultrapassa a do julgamento humano. A decisão mais difícil do nosso tempo já não é tecnológica, mas ética.
Há momentos em que os líderes são chamados a estar à altura das circunstâncias. E há momentos em que desistem antes da luta começar. A nova estratégia de segurança nacional de Trump pertence à segunda categoria. Num documento que será lido com atenção em Pequim e Moscovo, Washington anuncia que já não quer liderar — quando a ameaça coordenada entre quatro potências autoritárias exige exatamente o contrário.
Aurelian Draven explica porque uma invasão chinesa de Taiwan seria um pesadelo operacional: estreito hostil, ilha fortificada, cidades-labirinto e risco de choque direto entre grandes potências.
A Moore Threads levantou mais de mil milhões de dólares numa estreia em bolsa onde as ações subiram 425% no primeiro dia. Pequim tenta construir uma indústria doméstica de semicondutores para inteligência artificial independente da tecnologia americana, enquanto Washington multiplica restrições de exportação.