A Spacesail tem duzentos satélites. A Starlink tem sete mil. A diferença técnica é real — mas não é onde a competição está a acontecer. A empresa chinesa entra sistematicamente nos mercados onde a SpaceX gerou fricção política, e isso é suficiente para comprometer a trajetória de crescimento da maior IPO da história.
Os modelos chineses de IA chegaram ao mercado americano e europeu pelo preço: até vinte vezes mais baratos que os equivalentes da Anthropic ou da OpenAI. Programadores e startups adotaram-nos em larga escala. As grandes empresas evitam-nos por razões políticas. A utilização cresce; a receita direta, não.
Em janeiro de 2026, o Chile aprovou um cabo submarino da China Mobile para ligar Valparaíso a Hong Kong. Dois dias depois de funcionários do ministério serem convocados à embaixada americana em Santiago, a aprovação foi retirada. O projeto não está cancelado nem aprovado.
Em 2026, cinco ou seis navios de guerra chineses cercam Taiwan em permanência. Não resulta de uma crise; resulta de um plano construído passo a passo desde 2020, com cada escalada a seguir-se a um desenvolvimento político que Pequim não aprovava. Este texto explica como isso aconteceu, o que fazem esses navios e o que está em jogo no horizonte de 2027.
Na tarde de 15 de junho de 2026, Washington e Teerão anunciaram um cessar-fogo. A guerra que começou a 28 de fevereiro terminava sem que nenhum dos dois lados tivesse obtido o que declarara querer. O acordo de Genebra resolve o cessar-fogo. Não resolve o programa nuclear, o Estreito de Ormuz nem a ordem regional. E o Irão que emerge desta guerra é estruturalmente diferente do que entrou.
Dólar, tarifas e poder americano organiza os textos do Arcana News sobre hegemonia monetária, desequilíbrios globais, tarifas de Trump, sistema financeiro internacional e pressão geoeconómica.
A infraestrutura do poder mostra como chips, energia, centros de dados, escrita, imagem, cinema e plataformas deixaram de ser suporte neutro para se tornarem instrumentos centrais de decisão e domínio.
O poder transnacional chinês não se limita à diplomacia formal: passa por Hong Kong, escritórios económicos, sucessão religiosa, exílio político e pressão sobre comunidades no exterior.
Taiwan tornou-se uma peça militar, tecnológica e económica da rivalidade entre os Estados Unidos e a China. Este dossiê organiza os artigos, documentos, atores e sinais a vigiar.
A Índia ganhou peso na ordem asiática, mas continua exposta a rotas energéticas que não controla. Ormuz, China, tapentadol e Tibete mostram vulnerabilidades diferentes da mesma ascensão. A autonomia estratégica indiana depende da capacidade de absorver choques sem transferir sempre o custo para os mais frágeis.