Os dados mais recentes não registam uma vaga de despedimentos associada à IA. Nas profissões mais expostas, os jovens entram menos e os trabalhadores experientes mantêm-se. Fica por responder onde vão aprender os que ainda não entraram.
Não há lei chinesa que proíba viagens ao Japão. Há avisos informais que chegam antes da viagem e produzem, na prática, o mesmo efeito de uma proibição. Lido ao lado dos novos regulamentos sobre quadros do Estado e especialistas em tecnologia, o caso do cidadão comum mostra a diferença entre conhecer as regras e ter de as adivinhar.
O avanço houthi no Mar Vermelho já está a mexer no preço do petróleo. Enquanto Riade perde terreno no Iémen, é a China quem gere a escassez a seu favor, com as suas reservas estratégicas, e o custo começa já a chegar à Europa.
O embargo aos chips limita o hardware avançado, mas os modelos chineses aproximam-se dos líderes dos EUA e expõem os limites da estratégia de Washington.
O caso da Tesla na China mostra como uma exigência de localização técnica pode deixar mais do que uma fábrica: pode ajudar uma empresa local a desenvolver tecnologia própria e levá-la depois para outros mercados.
Durante vários anos, Washington pareceu ter encontrado uma posição comum sobre a China: era necessário endurecer. Essa convergência atravessou as administrações Trump e Biden, mas escondia uma divergência sobre o objetivo final. À medida que os limites dos controlos tecnológicos, os custos da guerra tarifária e a dependência de cadeias dominadas pela China se tornaram mais visíveis, a antiga convergência começou a perder consistência.
A posição dominante da China nas terras raras não resultou de uma estratégia traçada desde o início para a transformar em arma geopolítica. Resultou de décadas de custos ambientais, desregulação interna e uma aprendizagem cautelosa que Pequim só recentemente converteu em instrumento de pressão comercial.
Desde 2020, a China transformou o cerco naval a Taiwan numa rotina permanente, enquanto Washington gere o risco através de um número que se tornou instrumento antes de ser previsão: 2027. Este dossiê organiza a cronologia, as peças-chave, os documentos e os sinais a vigiar.
Por detrás das proibições rígidas e do isolamento internacional, o Afeganistão sobrevive graças a exceções silenciosas que ninguém questiona. Mas com o colapso económico e o fecho das fronteiras, a margem para fingir que essas contradições não existem chegou ao fim.