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China
Artigos e análises sobre a China, incluindo política interna, economia, relações internacionais, segurança e o seu papel crescente na ordem global.
Europa entre duas ameaças
Europa entre duas ameaças: a Rússia mantém-se como perigo militar direto, mas a China surge como ameaça tecnológica de longo prazo. O relatório holandês alerta para uma Europa ainda pouco preparada para tratar ambas com a mesma lucidez estratégica.
Dalai Lama e a sucessão que Pequim quer controlar
Em 2007, a China aprovou legislação que subordina ao Estado todas as reencarnações de líderes budistas em território chinês. Um partido que nega vidas anteriores exige o monopólio sobre a sua autenticação. A eficácia da resposta tibetana depende de uma variável que nenhuma declaração institucional controla: se os governos que hoje rejeitam interferência estatal sustentarão essa posição quando confrontados com o candidato concreto e os custos de uma rutura com Pequim.
Tóquio, em Mandarim
Weiquan significa "defender direitos". Em dicionários japoneses aparece em katakana com uma definição correcta e inteiramente alheia ao que a palavra pesa — os escritórios invadidos, as licenças revogadas, a contracção de quem a ouve num sítio errado. A tradução fez o que as traduções fazem: transferiu o conteúdo semântico e deixou na fronteira o peso contextual que não tem equivalente. O que ficou intraduzível não era excesso. Era o núcleo.
O controlo americano de chips falhou — e a China avançou
Os controlos de exportação de chips não travaram a IA chinesa. Forçaram adaptação, eficiência e implantação industrial. O problema já não é o acesso: é a vantagem americana.
Ormuz, Trump e a pausa armada disfarçada de acordo
O prazo expira, mas a ameaça pode não cumprir a forma anunciada.
Washington precisa de mostrar força sem aprofundar o choque petrolífero.
O mais provável não é a paz: é uma pausa armada com outro nome.
Guerra EUA-Irão: o abate do F-15E e a armadilha da escalada
O abate do F-15E alterou o equilíbrio narrativo da guerra.
Washington e Teerão leram o mesmo episódio como sinal de vantagem.
Esse duplo encorajamento torna a escalada mais provável.
Trump, China e Irão na guerra dos estrangulamentos
O poder raramente se perde por falta de grandeza. Perde-se por excesso de confiança nas passagens estreitas.
A escala não dissolve a fragilidade — apenas a distribui por um corpo maior.
O Pentágono prepara a invasão e Islamabade tenta evitá-la
A questão não é se os EUA conseguem invadir. É o que acontece depois.
China: coerção, controlo e projeção de poder
A questão central neste dossiê não é apenas o que a China faz em cada frente isolada, mas o mecanismo comum que liga essas frentes. Da água no Himalaia ao ensaio de bloqueio a Taiwan, da mobilização energética para a inteligência artificial ao afastamento silencioso de dissidentes, o padrão é o mesmo: transformar infraestruturas, geografia, tecnologia e administração em instrumentos de poder político. Lidos em conjunto, estes episódios mostram um sistema que não reage apenas a crises: prepara o terreno em que as crises futuras serão disputadas.
A Barragem Como Arma Sem Gatilho
A barragem do Yarlung Tsangpo não é apenas um projeto energético: é uma infraestrutura com potencial de coerção regional. Ao controlar a montante um rio vital para a Índia e o Bangladesh, a China reforça uma assimetria estratégica que vai além da eletricidade e entra no domínio da pressão hídrica, da opacidade informativa e da vantagem geopolítica. A questão central não é só quanta energia Pequim produzirá, mas que margem de influência ganhará sobre os países a jusante.


