Oito dias de guerra, dois mil ataques, um líder supremo assassinado e o Estreito de Ormuz efetivamente fechado. A Operação Epic Fury atingiu os seus alvos — mas não os seus objetivos. Uma análise ao que está realmente em jogo.
A divulgação de um vasto pacote de documentos ligados a Jeffrey Epstein está a produzir efeitos políticos muito para lá dos Estados Unidos. Em poucos dias, figuras na Europa e noutros países enfrentaram demissões, investigações e danos reputacionais por ligações, contactos ou negócios com Epstein, incluindo casos em França, na Noruega e Eslováquia. O fenómeno expõe como redes informais de influência se tornam vulneráveis quando o escrutínio muda de escala — e como o custo recai, muitas vezes, mais sobre a associação do que sobre a prova.
A polémica Epstein–Mandelson não é só mais um escândalo: é um teste à ideia de responsabilidade política. Para Starmer, o “não sabia” pode ser uma defesa — e uma condenação.
Há anos em que a política muda de protagonistas. E há anos em que muda de lugar. Em 2026, o Reino Unido viu cair referências antigas — do domínio bipartidário à autoridade da maioria — e assistiu ao recuo do Parlamento como centro reconhecido. Fragmentação, ruído digital e desconfiança criam um risco novo: governos legítimos no papel, contestados na rua.
O Reino Unido parece estar a sair do velho guião de alternância confortável. Entre desconfiança persistente, fragmentação partidária e política feita em plataformas, a governabilidade deixou de ser um dado e passou a ser um problema.
A presidente da comissão de Negócios Estrangeiros aponta falhas de verificação e de circulação de informação no caso Abd el-Fattah. O governo abriu uma investigação.
MI5 considera que os riscos da nova embaixada chinesa em Londres podem ser geridos, facilitando a decisão final do Governo prevista para 10 de dezembro.
O romance Um Piano para Cavalos Altos, de Sandro William Junqueira, ganha edição inglesa no Reino Unido, com o título The Architecture of Fear, publicada pela Mountain Leopard Press.
A Polícia Metropolitana de Londres avalia exigir que agentes declarem filiação na Maçonaria, medida que levanta debate sobre transparência e direitos individuais.