Witkoff diz que as conversações na Flórida reforçam o compromisso de Kiev com uma paz “justa e sustentável”. Zelensky admite utilidade do diálogo, mas insiste: o fim da guerra depende de Moscovo.
Rússia e China identificaram uma vulnerabilidade no segundo mandato de Trump: a sua necessidade compulsiva de fechar acordos a curto prazo. Moscovo molda plano de paz na Ucrânia que garante território e bloqueia NATO. Pequim pressiona para Washington abandonar Taiwan. Aliados europeus e asiáticos assistem alarmados enquanto ordem de segurança liderada pelos EUA se desfaz.
A guerra entrou numa fase em que a velocidade da máquina ultrapassa a do julgamento humano. A decisão mais difícil do nosso tempo já não é tecnológica, mas ética.
Há momentos em que os líderes são chamados a estar à altura das circunstâncias. E há momentos em que desistem antes da luta começar. A nova estratégia de segurança nacional de Trump pertence à segunda categoria. Num documento que será lido com atenção em Pequim e Moscovo, Washington anuncia que já não quer liderar — quando a ameaça coordenada entre quatro potências autoritárias exige exatamente o contrário.
Uma operação clandestina ucraniana levou mais de uma centena de drones ao coração da Rússia e atingiu dezenas de bombardeiros em quatro bases. A missão, preparada em silêncio ao longo de 18 meses, contou com casas pré-fabricadas, camiões civis e um casal aparentemente banal.
Delegações dos EUA e da Ucrânia voltam hoje a reunir-se em Miami, após contactos de Steve Witkoff e Jared Kushner com Putin, para tentar definir garantias de segurança e um possível quadro de paz.
Da promessa soviética de igualdade à nova elite de esposas-troféu, a Rússia transformou o corpo feminino em vitrine de poder e almofada social de um regime autoritário.
Donald Trump publicou um documento de 33 páginas que marca uma viragem na forma como Washington se posiciona no mundo. Oito anos depois de ter reconhecido formalmente a competição entre grandes potências, a nova estratégia nacional retira os Estados Unidos dessa corrida — privilegiando o hemisfério ocidental e tratando o comércio como ameaça equivalente à capacidade militar chinesa.
A Alemanha está a reconstruir, em silêncio, o papel de plataforma logística da NATO em caso de guerra com a Rússia, num regresso assumido à lógica estratégica da Guerra Fria.