A Lockheed Martin fabrica cerca de 600 interceptores Patriot por ano. A Rússia dispara mais de 100 mísseis balísticos por mês só contra a Ucrânia. Em Ancara, os aliados comprometem-se a pagar 70 mil milhões de euros — mas nenhum valor resolve, por si só, o estrangulamento industrial que decide quantos mísseis chegam mesmo ao terreno.
As receitas do petróleo e do gás caíram 45% no primeiro trimestre de 2026, e o partido de Putin ronda os mínimos históricos nas sondagens antes das eleições legislativas de Setembro. Mas a fragilidade interna do regime não aponta para o colapso — aponta para um sistema cada vez menos capaz de se coordenar com uma só voz.
Os Estados Unidos produzem cerca de cinquenta intercetores PAC-3 por mês. A Rússia fabrica cerca de três mísseis balísticos por dia. A guerra aérea sobre a Ucrânia é uma corrida industrial que o Ocidente está a perder.
Cuba atravessa a pior crise económica da sua história recente. A pressão americana voltou ao máximo, mas a lógica que deveria produzir a mudança continua sem funcionar. O resultado é um Estado enfraquecido que não cai e uma política externa que não encontra meios para os seus fins.
A captura de Nicolás Maduro foi taticamente brilhante. Nos corredores de Washington, a euforia foi imediata — e com ela a ideia de que o mesmo podia ser feito em Cuba. Cuba tem 67 anos de poder ininterrupto, nenhum recurso de interesse comercial imediato e nenhum interlocutor identificado. A analogia venezuelana não é uma estratégia.
Antes do escrutínio parlamentar arménio de 7 de junho de 2026, os investigadores identificaram narrativas coordenadas com os sinais de amplificação inautêntica. As narrativas partilhavam uma arquitetura comum: factos reais convertidos em acusações de traição. A Arménia não é um caso isolado — é um laboratório.
A defesa europeia tornou-se uma questão de soberania prática: a Europa quer autonomia, mas continua dependente da NATO, dos Estados Unidos, da indústria militar e da coerência política interna.
A carta que Zelensky enviou a Putin a 4 de junho de 2026 não é diplomacia. É uma peça de guerra política com três destinatários reais — e Putin não é o mais importante. Análise do mecanismo, dos números e do risco que o texto não resolve.
Cronologia, mapa de leitura e arquivo da cobertura analítica do Arcana News sobre a guerra da Ucrânia — da invasão em larga escala às negociações de 2026.
Em fevereiro de 2026, o Sparta IV — navio da Oboronlogistika, ligada ao Ministério da Defesa russo — manobrou durante três dias ao largo de Peniche, dentro da ZEE portuguesa. Meses antes, o Ursa Major, da mesma rede, afundara ao largo de Espanha após três explosões. Em maio de 2026, um cargueiro Sparta reabasteceu a base aérea russa de Khmeimim na Síria. A frota que liga estes episódios está sob sanções americanas desde 2022 — e continua a operar.