As declarações dos últimos dias confirmam um padrão: o Governo cede sempre no ponto errado.
Cede aos grandes grupos que pedem “liberdade” para pagar menos.
Cede às empresas que confundem competitividade com fragilidade laboral.
A narrativa da cedência e a luta por direitos.
E, no fim, quem acaba a ceder é sempre o trabalhador — porque o Governo já se tinha vergado antes.
A greve nacional chega num momento decisivo: quando o poder político deixa claro que considera direitos básicos uma espécie de “exagero histórico”.
A narrativa é antiga: fazem-nos acreditar que pedir respeito é pedir demais.
Este cartoon diz o que falta dizer: se continuarmos a ceder, deixamos de ter onde cair.


