ANÁLISE · Mundo · Estados Unidos–Europa · Poder Político
Durante décadas, a estabilidade da ordem transatlântica assentou numa premissa raramente formulada, mas amplamente interiorizada: o risco vinha de fora.
A União Europeia podia divergir, hesitar, discutir-se a si própria, porque a fonte última de coerção — militar, económica, simbólica — estava garantida por um centro previsível. Mesmo quando esse centro errava, errava dentro de parâmetros conhecidos. A política internacional funcionava, para a Europa, como um sistema com amortecedores.
Esse pressuposto começou a desfazer-se não com uma rutura formal, mas com uma sucessão de gestos que deslocaram o eixo do risco. Tarifas anunciadas como punição política. Ameaças territoriais formuladas sem doutrina. A normalização de hipóteses que, até há pouco tempo, seriam descartadas como a voz das lideranças. Nada disto equivale a uma guerra. Mas tudo isto altera o cálculo.
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