Havia uma caixa de munições — e dentro dela, não estavam cartuchos, mas vidro. Algumas dezenas de placas, frágeis, translúcidas, com a espécie de brilho opaco que os objetos antigos ganham quando já sobreviveram a quem os tocou pela primeira vez.
Em 2010, quando a viúva de Robert Crognier entregou essa caixa a uma equipa que procurava os negativos perdidos de Vignacourt, a frase que disse — “para os australianos” — condensava um século inteiro de deslocações: homens que atravessaram continentes para morrer numa vala de lama e, mais tarde, imagens que atravessaram heranças, ressentimentos familiares e indiferenças institucionais para voltarem a ser reclamadas por Estados e memórias nacionais.
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