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Governo
Artigos e análises sobre ações, decisões, políticas públicas e dinâmica institucional de governos em todo o mundo.
A direita europeia perante o custo de Washington
Durante anos, a ascensão de Donald Trump foi lida por muitos partidos nacionalistas europeus como um sinal favorável. Hoje, a associação a Washington tornou-se um risco político. À medida que a retórica passa a ação — ameaças territoriais, pressão económica e gestos de força — cresce a fricção entre duas ideias de soberania: a que se invoca em campanha e a que se exerce pelo poder. Esta análise mostra como essa tensão está a corroer alianças, discursos e margens de manobra na direita europeia.
Fascismo, sem uniformes: o sistema a ceder
Durante anos evitou-se uma palavra considerada excessiva. Mas quando a pressão deixa de ser episódica e passa a estrutural, a prudência lexical empobrece a análise. Este texto observa o fascismo como modo de funcionamento contemporâneo: a adaptação das instituições, a legalidade seletiva e a organização do medo como instrumento de governação.
Canadá: Carney e a estratégia das potências intermédias
O aplauso em Davos soou menos a entusiasmo do que a reconhecimento: a força voltou a falar sem máscara. Mark Carney apresenta o Canadá como potência intermédia e propõe “gestão de risco”: coordenação entre países do meio, redundância económica e disciplina interna para resistir à coerção e à exploração de fissuras domésticas.
A ordem das regras acabou — e agora?
O discurso de Mark Carney em Davos não vale por denunciar “bullies”, mas por declarar o fim de uma convenção: chamar “ordem baseada em regras” a um sistema onde a coerção económica se normalizou. A partir daí, tudo muda: soberania pode tornar-se teatro, dependência vira alavanca, e a alternativa deixa de ser nostalgia. Resta escolher entre fortalezas isoladas ou coligações disciplinadas.
Davos e a política do medo organizado
O clima em Davos deixou de ser o da conciliação discreta entre elites globais. Num sistema internacional em transição, o medo tornou-se instrumento político e a dependência estratégica passou a moeda de pressão. A Europa enfrenta hoje um dilema estrutural: confiar numa garantia cada vez mais condicional ou acelerar uma autonomia para a qual ainda não está plenamente preparada.
Segurança sem soberania: a Gronelândia como instrumento
A insistência de Donald Trump na Groenlândia não nasce do nada. É a expressão visível de um sistema construído durante a Segunda Guerra Mundial e consolidado na Guerra Fria: soberania dinamarquesa no papel, liberdade militar americana na prática. Esta análise mostra como acordos abertos, presença discreta e interesse estratégico transformaram a ilha num instrumento central de poder no Ártico.
A NATO enfrenta um risco vindo de dentro
A ordem transatlântica sempre assentou numa premissa silenciosa: o risco vinha de fora. Essa certeza começou a desfazer-se quando o centro da aliança se tornou variável. Este texto analisa como a Europa está a aprender a agir num sistema em que a previsibilidade desapareceu, a coerção regressou como linguagem política e a NATO entrou numa fase de adaptação interna que pode redefinir o equilíbrio entre aliados.
Gronelândia: a ameaça que pode partir a NATO
A Gronelândia pertence à Dinamarca desde 1814 e ganhou autonomia reforçada em 2009. Mas a insistência de Trump em “querê-la” para os EUA — sem afastar a hipótese de força — transformou um território remoto num teste à própria NATO. Macron fala em solidariedade com a Dinamarca. Frederiksen avisa: um ataque seria o fim da aliança. O problema já não é gelo: é confiança.
A Europa testa o comércio como arma
A suspensão da ratificação de um acordo comercial UE–EUA não foi um gesto técnico: foi uma demonstração de método. Ao travar o acesso sem fricção ao mercado europeu, Bruxelas ensaia a coerção económica como linguagem política — um campo intermédio entre diplomacia e confronto. Este texto lê o padrão: como alianças antigas entram em modo de teste, como o “comércio” passa a significar soberania e como o precedente criado hoje altera o cálculo de amanhã.
Templo maçónico de Tenerife entra na Memória
O Templo Maçónico foi recentemente reabilitado, após um investimento superior a três milhões de euros, e reabriu ao público. Segundo dados citados no anúncio do processo, mais de 6.000 pessoas visitaram o edifício desde a reabertura, sinalizando interesse cívico e patrimonial crescente.


