Renault e drones encontram-se num desafio industrial: desenvolver um equipamento e organizar o seu fabrico em grandes quantidades são tarefas diferentes. A primeira exige definir o equipamento e as suas capacidades. A segunda exige transformar esse desenho num produto que possa ser montado repetidamente, com processos adequados ao volume pretendido.
É nesta segunda dimensão que a Renault procura aplicar competências da indústria automóvel. A empresa participa em dois projetos com parceiros de defesa, associando a produção de drones a objetivos de simplificação e de aumento de capacidade.
Não é um único programa. A Renault trabalha com a Thales no Toutatis e com a Turgis Gaillard no Chorus. São equipamentos com características e metas diferentes.

Renault e drones: Dois equipamentos, duas metas
A colaboração com a Thales, anunciada em 16 de junho de 2026, prevê a coprodução do Toutatis. É uma munição de espera: um drone equipado com carga explosiva para atacar alvos, incluindo blindados e infantaria, com sistemas para resistir à interferência nas comunicações.
A meta anunciada é atingir uma capacidade de produção de mil unidades por mês. A produção deverá estar pronta a arrancar em 2027. Estar preparado para arrancar não é produzir logo ao ritmo máximo.
No projeto Chorus, com a Turgis Gaillard, está em desenvolvimento um drone de maior dimensão, para funções comparáveis às de um míssil de longo alcance. A meta é de 600 unidades por mês. O custo de 100 mil euros por unidade referido pelo Financial Times, que o atribui à agência francesa de aquisições de defesa, pertence ao Chorus. O preço do Toutatis não foi divulgado.

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