Renault e drones: da conceção à produção em quantidade

A meta anunciada é atingir uma capacidade de produção de mil unidades por mês. A produção deverá estar pronta a arrancar em 2027.

Economia

Alberto Carvalho
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Alberto Carvalho é cronista e editor convidado do Arcana News, onde escreve sobre política, cultura e vida pública. É autor de mais de setenta artigos, combinando rigor crítico e clareza jornalística, com uma atenção permanente ao impacto social das decisões coletivas.

Renault e drones encontram-se num desafio industrial: desenvolver um equipamento e organizar o seu fabrico em grandes quantidades são tarefas diferentes. A primeira exige definir o equipamento e as suas capacidades. A segunda exige transformar esse desenho num produto que possa ser montado repetidamente, com processos adequados ao volume pretendido.

É nesta segunda dimensão que a Renault procura aplicar competências da indústria automóvel. A empresa participa em dois projetos com parceiros de defesa, associando a produção de drones a objetivos de simplificação e de aumento de capacidade.

Não é um único programa. A Renault trabalha com a Thales no Toutatis e com a Turgis Gaillard no Chorus. São equipamentos com características e metas diferentes.

Lançamento de uma munição de espera durante um exercício militar em Fort Irwin
Lançamento de uma munição de espera num exercício em Fort Irwin, nos Estados Unidos, em novembro de 2025. Exemplo ilustrativo desta categoria de equipamento; não representa o Toutatis. Fotografia: Spc. Marina Caggeso / U.S. Army, domínio público nos EUA. Fonte · Licença.

Renault e drones: Dois equipamentos, duas metas

A colaboração com a Thales, anunciada em 16 de junho de 2026, prevê a coprodução do Toutatis. É uma munição de espera: um drone equipado com carga explosiva para atacar alvos, incluindo blindados e infantaria, com sistemas para resistir à interferência nas comunicações.

A meta anunciada é atingir uma capacidade de produção de mil unidades por mês. A produção deverá estar pronta a arrancar em 2027. Estar preparado para arrancar não é produzir logo ao ritmo máximo.

No projeto Chorus, com a Turgis Gaillard, está em desenvolvimento um drone de maior dimensão, para funções comparáveis às de um míssil de longo alcance. A meta é de 600 unidades por mês. O custo de 100 mil euros por unidade referido pelo Financial Times, que o atribui à agência francesa de aquisições de defesa, pertence ao Chorus. O preço do Toutatis não foi divulgado.

Entrada da fábrica Auto Chassis International da Renault em Le Mans
Entrada da fábrica da Renault em Le Mans, fotografada em 2016. O grupo anunciou este local para a montagem dos drones do projeto Chorus. Fotografia: OldLion alias stephvvv / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Fonte · Licença.

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