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CATEGORIA

Economia e Poder

Venezuela e a ilusão da decapitação

A extração de Maduro muda o rosto, não o Estado. Em colapsos prolongados, remover o topo não produz transição: abre concorrência por força e rendimentos. Com a economia esmagada, a indústria petrolífera degradada e redes armadas a lucrar com a fragmentação, o cenário mais provável é colapso estabilizado — e a região paga o custo.

China e Europa: duas formas de decidir

Em 2023, Bruxelas respondeu à corrida da IA com legislação; Pequim respondeu com eletricidade, centros de dados e ordens de execução. A partir desse contraste, este texto segue a pista que mais custa admitir: não é uma guerra de valores — é uma disputa de tempo, energia e escala.

Taiwan: a aliança “sólida” que é negociável

A frase “rock solid” é um ato político, não uma garantia. O telefonema Trump–Xi mostra que Taiwan está presa a um contrato informal onde credibilidade vale tanto quanto capacidade. Com um grande pacote de armas ainda por aprovar, e com o parlamento taiwanês a travar aumentos de despesa, a dissuasão torna-se vulnerável ao atraso. O risco não é a ausência de compromisso; é o desconto de credibilidade.

Noruega pede prova de seguro à frota-sombra russa

A Noruega vai solicitar, numa base voluntária, informação e prova de seguro de responsabilidade do armador (P&I) a navios estrangeiros que entrem na sua zona económica exclusiva. O gesto parece burocrático, mas mexe no coração da frota-sombra: coberturas opacas, cadeias de responsabilidade difusas e risco ambiental num corredor sensível do Mar de Barents. Quando a cobertura é duvidosa, o “trânsito” torna-se problema de soberania prática.

A ambiguidade de Washington e o risco de Taiwan

O risco em Taiwan não se mede apenas em navios, mísseis ou orçamentos. Mede-se em sinais: o que Washington diz, o que não diz, e o que Pequim escolhe acreditar. Entre exercícios de cerco, acordos de armamento e uma estratégia americana virada para o Hemisfério Ocidental, a convicção chinesa sobre “reunificação” ganhou densidade em 2025. Esta análise lê o perigo como um sistema sob pressão: política interna, cálculo de custos e a corrosão da dissuasão.

A ordem das regras acabou — e agora?

O discurso de Mark Carney em Davos não vale por denunciar “bullies”, mas por declarar o fim de uma convenção: chamar “ordem baseada em regras” a um sistema onde a coerção económica se normalizou. A partir daí, tudo muda: soberania pode tornar-se teatro, dependência vira alavanca, e a alternativa deixa de ser nostalgia. Resta escolher entre fortalezas isoladas ou coligações disciplinadas.

UE e China abrem via para aliviar tarifas sobre EV chineses

A Comissão Europeia e o Ministério do Comércio da China anunciaram, na segunda-feira, orientações que podem abrir caminho à redução, ou mesmo à suspensão,...

Quando Ninguém Defende Quem Perde

A inteligência artificial promete milagres e produz desigualdade em escala. Ao mesmo tempo, a política do dinheiro tecnológico muda de mãos. Se os democratas perdem Silicon Valley e os republicanos acolhem os novos bilionários, há uma pergunta que fica órfã: quem garante que o futuro não é só para quem já ganhou?

Trump pondera ataque ao Irão e lança ameaça tarifária

Entre contactos diplomáticos e ameaça militar, Washington sobe a fasquia sobre Teerão. Trump acrescenta pressão económica com uma tarifa de 25% a parceiros do Irão.

UE desbloqueia acordo com Mercosul e prepara ratificação

A União Europeia deu luz verde política ao acordo comercial com o Mercosul, após anos de bloqueio. Segue-se assinatura e votação no Parlamento Europeu.

Leitura Essencial

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