A divulgação de um novo lote de documentos do caso Epstein expõe uma ligação prolongada entre o investidor imobiliário Andrew Farkas e Jeffrey Epstein, incluindo perto de 2.000 e-mails, contactos para acesso e referências a negócios nas Ilhas Virgens. Farkas diz “lamentar profundamente” a associação, sem negar a relação. Não foi acusado de crime. Em paralelo, enfrenta um litígio ligado a alegações de suborno num processo sobre uma empresa das marinas.
Numa audição de quatro horas na House Judiciary Committee, a procuradora-geral Pam Bondi recusou pedir desculpa às sobreviventes de Jeffrey Epstein presentes na sala e exigiu que os democratas pedissem desculpa ao Presidente Donald Trump. O debate centrou-se na divulgação de documentos do caso Epstein, falhas de redação que expuseram identidades de vítimas e em pedidos do comité para apurar critérios e responsabilidades. O confronto incluiu críticas de democratas e pressão de um republicano sobre quem falhou na proteção das vítimas.
Watergate é lembrado como vitória institucional. Mas foi, sobretudo, um momento irrepetível. O manual que derrubou Nixon sobreviveu — e regressou num tempo diferente.
Em 2023, Bruxelas respondeu à corrida da IA com legislação; Pequim respondeu com eletricidade, centros de dados e ordens de execução. A partir desse contraste, este texto segue a pista que mais custa admitir: não é uma guerra de valores — é uma disputa de tempo, energia e escala.
A frase “rock solid” é um ato político, não uma garantia. O telefonema Trump–Xi mostra que Taiwan está presa a um contrato informal onde credibilidade vale tanto quanto capacidade. Com um grande pacote de armas ainda por aprovar, e com o parlamento taiwanês a travar aumentos de despesa, a dissuasão torna-se vulnerável ao atraso. O risco não é a ausência de compromisso; é o desconto de credibilidade.
Na manhã de 6 de Fevereiro, a bordo do Hakurei-Maru 2, um técnico ligou o sistema que ia sugar a lama de seis mil metros de profundidade. Durante nove dias, a bomba funcionará sem parar. Ninguém sabe ao certo o que vai encontrar. Sabiam o que devia estar lá — ítrio, európio, térbio, disprósio, elementos que a China controla quase na totalidade. Mas estimar não é o mesmo que confirmar. E confirmar não é o mesmo que conseguir trazer à superfície de forma que não custe mais do que vale.
Indícios de uma base discreta num país vizinho, integrada num grande projeto civil, apontam para ataques com drones sobre um conflito que já devastou populações e infra-estruturas. A guerra deixou de ser apenas disputa territorial: é cadeia logística, economia de recurso e competição de capacidades, alimentada por interesses externos rivais. Os Drones ampliam alcance e medo — e tornam a intervenção mais exportável e mais negável.
A polémica Epstein–Mandelson não é só mais um escândalo: é um teste à ideia de responsabilidade política. Para Starmer, o “não sabia” pode ser uma defesa — e uma condenação.
A Noruega vai solicitar, numa base voluntária, informação e prova de seguro de responsabilidade do armador (P&I) a navios estrangeiros que entrem na sua zona económica exclusiva. O gesto parece burocrático, mas mexe no coração da frota-sombra: coberturas opacas, cadeias de responsabilidade difusas e risco ambiental num corredor sensível do Mar de Barents. Quando a cobertura é duvidosa, o “trânsito” torna-se problema de soberania prática.
A Índia está a transformar o Himalaia de barreira natural em corredor operacional. Estradas, túneis e pistas reduzem vulnerabilidades logísticas, mas também cristalizam disputas e aumentam o risco de fricção com a China numa fronteira sem linha definitiva.